domingo, 27 de setembro de 2009

UM NOVO OLHAR SOBRE A PATERNIDADE

RÉGIS GONZAGA, professor e pai de 6 filhos comenta episódio em que professora puniu adolescente pichador e propõe um novo olhar sobre a paternidade
O episódio em que a professora Maria Denise Bandeira fez um aluno retocar a pintura de nove salas de aula como punição por ter pichado o apelido em uma delas, revelado por ZH e zerohora.com, foi tema ontem do programa Polêmica, na Rádio Gaúcha. Embora tenha despertado críticas dos pais do adolescente de 14 anos, a professora da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena recebeu o apoio de 97% dos 2.278 participantes de enquete do programa.




A professora Maria Denise, que nada tem do que se envergonhar, declarou ter agido com raiva no episódio da pichação da escola em que trabalha, em Viamão. Essa mesma raiva tem de tomar conta de todos nós. Chega de passar a mão por cima de tudo. Chega de morar em uma cidade imunda, suja, em que todos os prédios estão pichados, e ninguém faz absolutamente nada. Está na hora de dar um basta, mas não o basta da professora tão somente, um basta de toda a sociedade.

Espero que essa pichação signifique a retomada de um novo debate. Que tipo de sociedade nós queremos para os nossos filhos? Que tipo de sociedade nós estamos deixando para os nossos netos? O nosso papel como educadores é dizer: “olha, chegou. Vai haver repercussão, algumas pessoas são contra.” Houve quem dissesse que a atitude da professora não educa. Essas pessoas deveriam conviver com jovens, como nós fazemos diariamente, e ver como alguns adolescentes que agem corretamente se queixam. Alguém tem de dar limites, alguém tem de dizer chega.



Estes jovens estão pedindo: “olhem pra mim”


Nós vivemos em um mundo em que há um animal em extinção, e não poderia. O adulto. Há pais que agem como colegas de seus filhos. Estou cansado de ir a festas em que os pais compram vodca com energético para os filhos de 12, 13 anos. Cansado de ver pais reclamarem do professor do filho porque ele aplicou uma prova um pouquinho mais difícil. Hoje, os bons alunos, mesmo os com uma estrutura familiar razoável, têm vergonha de dizer que estudam. Quantas e quantas vezes eu presenciei o diálogo entre dois meninos:

– E aí, Fulano. Estudou para a prova?

– Não, não estudei.

– Pô, mas eu liguei para a tua casa, a tua mãe disse que tu estava estudando.

– Não, não, estava vendo o jogo. Estava enganando a velha.

Vergonha de dizer que tinha estudado, porque é feio estudar. Que valores são esses? Está na hora da sociedade toda se dar conta de que nós estamos indo para a tragédia. E há tragédia em todos os setores. Vivemos em um país em que os senadores mentem, os deputados mentem, os vereadores mentem, e nada acontece. Que mensagem nós passamos para essa gurizada? A mentira é uma boa.

Aos pais do garoto que escreveu o apelido na parede da escola, quero dizer que a punição faz parte do aprendizado, e que eles não precisam ficar chateados. Se não houver punição, sai da escola, vai para o telefone público, vai para os prédios históricos, vai para os monumentos. E a cidade, que poderia ser bonita, paga a conta em razão de pichadores. Esses jovens estão pedindo desesperadamente: “olhem para mim! Por favor, me estabeleçam limites.” É por aí que nós podemos começar. Faz parte de ser jovem cometer deslizes, cometer erros. Mas cabe aos mais velhos corrigir para que eles não se repitam.





A gurizada quer ser do bem, falta oportunidade


Para não dizer que só falei mal da gurizada, é importante ressaltar que os responsáveis por esse tipo de incidente correspondem a uma parcela muito pequena da juventude. Faltam nas comunidades mais atividades que levem o jovem para o bem. A Fundação Thiago Gonzaga tem mais de 10 mil inscritos em Porto Alegre. O que isso quer dizer? Que a gurizada quer ser do bem, está faltando oportunidade. Para o mal, em cada esquina, há seis chances.

O que as escolas podem fazer é criar atividades voltadas ao voluntariado, à ecologia, a tentar construir um mundo melhor. A grande maioria, tenho certeza, está disposta a participar.

ZERO HORA

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O PODER DA BIRRA - A teoria e a prática


Já escrevi anteriormente sobre a criança birrenta, algo que me preocupa e nos coloca diante de tomadas de decisões que muitas vezes, pais , educadores... não estão preparados. Não custa divulgar mais um artigo interessante do Dr. Posternak sobre o assunto. Recebi a dica de uma amiga muito querida ( por email) e resolvi postar.



Acho que todos já testemunhamos a cena de pais desnorteados, envergonhados, sentindo-se julgados por quem observa e sem saber o que fazer com o filho que se joga no chão, bate os pés e chora como se tivesse sido machucado ou magoado seriamente.

Ele está, simplesmente, xingando e demonstrando sua raiva porque os pais "ousaram" lhe negar a compra de um caríssimo brinquedo (que, por sinal, ele já tem em casa).

Os observadores dividem-se entre os que afirmam que seus filhos jamais fariam algo assim e os que acham que, se porventura isso viesse a acontecer, a cena acabaria rapidamente, com um par de palmadas. Com certeza, essas pessoas não têm filhos e nunca se defrontaram com essa situação.

Outra parcela dos espectadores tomará o partido da coitadinha da criança; achará que não pode ser traumatizada. Pode se tratar de uma doce vovozinha ou de pais com enormes dificuldades de colocar limites ou provocar a necessária frustração aos filhos, já que o mundo não vai lhes fazer todas as vontades. Chamamos "compensadores" os pais que conseguem isso.

A cena descrita pode se repetir muitas vezes em outros contextos do cotidiano, sem testemunhas, porém provocando a mesma reação dos pais.

Entre mais ou menos os 15 e os 30 meses, a criança passa pela chamada fase do negativismo ou da oposição. É fundamental que assim aconteça, já que está desenvolvendo sua personalidade, diferenciando-se dos pais e contrapondo seus desejos aos deles. Testa as pessoas e também sua capacidade de persuasão.

Essas cenas, as famosas birras, são provocadas pelo conflito criado entre o desejo e a intolerância à frustração de não ver satisfeito esse desejo. Podem ser desencadeadas também pelo fato de a criança não conseguir acabar com uma tarefa (encaixar algo etc.) ou quando tem de cumprir com alguma norma familiar que atrapalha sua brincadeira. A criança tem um objetivo claro: obter a qualquer custo a satisfação do desejo.

PARECE CLARO QUE NÃO SE TRATA DE COMBATER A BIRRA COM GRITOS OU TAPAS POR SER ALGO "FEIO". O QUE ESTÁ EM JOGO É QUE O FILHO APRENDA COM A EXPERIÊNCIA QUE A BIRRA NÃO É O MELHOR CAMINHO PARA CONSEGUIR O QUE QUER. ASSIM, O MELHOR "CASTIGO", QUE POR SINAL SEMPRE É SIMBÓLICO E NÃO REAL, É QUE ELE SAIBA QUE SUA BIRRA ACABA, SEUS PAIS NUNCA PERDEM A CALMA E QUE A FRUSTRAÇÃO (QUANDO PEDAGÓGICA) "NÃO MATA".

O recado é: "Você está bravo, tem direito de demonstrar isso, porém, quando seus pais falam ‘não’ é ‘não’ até você ficar tranqüilo".

Outra inadequação é oferecer aquilo que foi negado para acabar com a chateação do filho birrento. Assim só se reforça o poder da birra.

O que podemos esperar da educação que queremos dar aos nossos filhos? O que queremos lhes transmitir? Acho que concordamos que queremos, no mínimo, transmitir-lhes as condições básicas e suficientes de sua socialização. Ou seja, transmitir-lhes uma cidadania possível.

Às vezes, para não ser incomodados ou pela culpa por nossa ausência (sendo pior quando ficamos ausentes ainda que presentes), introduzimos imprudentemente os princípios da Revolução Francesa na educação dos filhos: igualdade, liberdade e fraternidade.

A família tem de ter níveis saudavelmente assimétricos, papéis bem definidos e normas a serem cumpridas. Se não se consegue entender e agir adequadamente, nos arriscamos a transformar um suposto escravo aborrecido em um tirano aborrecido.

DR. LEONARDO POSTERNAK É PEDIATRA E PRESIDENTE DO IFA (INSTITUTO DA FAMÍLIA)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tabuada da multiplicação: memorizar e aprender



Muitos professores ainda se questionam sobre a importância ou não, da memorização da tabuada.

Normalmente o que se decora acaba por ser esquecido, portanto, há um entendimento generalizado em dar prioridade à compreensão da tabuada em detrimento da sua memorização. A ideia que fica é que o aluno, em qualquer altura, consegue construir a tabuada não havendo portanto, a necessidade de a decorar.

No entanto, em níveis de escolaridade mais avançada os professores queixam-se dos alunos não saberem a tabuada. Esta situação impossibilita o desenvolvimento de outras técnicas de cálculo e exploração de novos conceitos matemáticos .

A questão da memorização, a meu ver, é uma atividade de especial importância na formação escolar e, cabe à escola desenvolver no aluno, de acordo com a sua forma de pensar, a capacidade em descobrir as melhores técnicas que facilitem a sua memorização.
Constata-se que a grande dificuldade na memorização da tabuada, na maior parte dos alunos, é a partir da tabuada do seis.

Partindo-se do princípio que o aluno não tem dificuldade em saber a tabuada até ao cinco, toda a outra tabuada se torna muito fácil. Assim, qualquer aluno poderá confirmar, de forma autónoma, o produto de dois números maiores que cinco e de um só dígito.

Tomemos como exemplo o produto de 7 por 8 (7x8). Basta representar o sete numa mão e o oito na outra mão. Dado que as mãos têm apenas cinco dedos, então recorremos aos dedos dos pés para ajudar nessa representação. Assim, tendo cinco dedos nos pés mais 2 dedos levantados na mão, será uma forma de representar o sete. Seguindo a mesma técnica não há dificuldade em representar o oito - três dedos levantados na mão.


Agora, é só adicionar os dedos “levantados”, 2+3=5, e juntar à direita deste, o produto obtido pelos dedos “deitados”, 3x2=6. Obtém-se assim 56 o que corresponde ao produto pretendido: 7x8=56.

Creio que olhar mais vezes para as mãos, este algoritmo que parece ser complicado no início, poderá entrar na rotina e, para além de ajudar a memorizar a tabuada, é um exercício que também desenvolve a abstracção do aluno e consolida outros conhecimentos a favor de outras novas técnicas de cálculo mental.

Importante: Repare que a soma dos dedos “levantados” corresponde ao número de dezenas, e o produto dos dedos “deitados” corresponde ao número de unidades. Estes dois valores adicionados dão sempre o resultado pretendido. Faço este reparo para que saiba aplicar o algoritmo quando pretende determinar 6x6 ou 6x7.

mãos:
dedos "levantados" : 1+1= 2
dedos "deitados" : 4x4= 1 6

ou seja: Dezenas(2 e 1) +unidades(6) = produto ( 6x6=36)

Fonte: Prof. J.Filipe (Portugal)

TABUADA DO 9:

Há um modo interessante para se obter a tabuada do nove usando os dedos das mãos. Coloque as mãos abertas sobre a mesa.
Figura 97

Vamos obter, por exemplo, 3 x 9. Dobre o 3° dedo, a contar da esquerda para a direita.
Figura 98

Veja que, á esquerda do dedo dobrado, ficaram dois dedos e, á sua direita, 7 dedos.
Figura 99

Eis o resultado: 3 x 9 = 27!

Veja como se obtém 6 x 9:
Figura 100



domingo, 6 de setembro de 2009

Miss Imperfeita ( Martha Medeiros)



Martha consegue dizer tudo nesse artigo!!! Somos as mulheres imperfeitas, mas FELIZES.
Sempre gostei desse texto, mas como recebi por email de uma "mãe do consultório" rsss achei mais lindo ainda e resolvi postar no meu blog... Afinal todas somos mulheres em busca da TAL felicidade.
O segredo é não desistirmos!!


" Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita,
muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

sábado, 29 de agosto de 2009

QUANDO A CRIANÇA NÃO APRENDE A LER E A ESCREVER


Considerando que a escrita é um produto da evolução histórico-cultural da humanidade, a criança, para dominá-lo precisa compreender sua organização. Do ponto de vista do sujeito que aprende, os períodos do desenvolvimento humano determinam diferentes formas de abordar o ensino da escrita.
Quando uma criança não está aprendendo a escrever devemos considerar alguns aspectos como:
O EDUCANDO: seu período de desenvolvimento e experiência cultural;
O PROFESSOR: a qualidade da mediação realizada por ele, seu conhecimento pedagógico e formação profissional;
A ESCOLA: a organização do tempo e do espaço, a gestão e o contexto de desenvolvimento por ela oferecido;
O CONHECIMENTO: o momento histórico em que ocorre o ensino-aprendizagem;
A CULTURA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA: a dinâmica dos processos que acontecem na sala de aula.
Portanto, o olhar sobre a criança qe não aprende deve integrar o professor e suas práticas pedagógicas, a organização escolar e o contexto em que a escola/comunidade está inserida. A aprendizagem não se dá no vazio.
Tendo em vista a complexidade da não-aprendizagem na escola, está claro hoje, que toda a criança pode aprender, mas não em qualquer situação. As condições para que uma criança aprenda vão variar de acordo com seu período de formação.
O trabalho psicopedagógico entende que todo o processo de aprendizagem está articulado com a história de cada indivíduo, e o ser humano aprende mais facilmente quando o novo pode ser relacionado com algum aspecto de sua experiência prévia, com o conhecimento anterior, com alguma questão que o indivíduo se colocou, com imagens, palavras e fatos que estão em sua memória.
Resgatar a criança como um ser cultural, um ser com emoções e com uma história, é valorizar sua experiência simbólica e portanto ajudá-la a se "apropriar" do processo de aprendizagem da leitura e escrita.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SUGESTÃO DE COMO MONTAR SEU CONSULTÓRIO



RELAÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PARA MONTAR SEU CONSULTÓRIO PSICOPEDAGÓGICO:


Material para anamnese:

entrevista semi-estruturada; formulários; fichas de avaliação e acompanhamento.

Livros que abordam temas específicos.
auto estima, bullying, TDHA, anorexia, timidez, racismo, agressividade, mentira, medos, inclusão...

Jogos para avaliação de algumas habilidades como:
atendimento a ordens; nomeação de objetos e figuras;
interação social; persistência e atenção; sequenciação e motricidade.


Sugestão de alguns jogos:
Caixa-encaixa ;pranchas de encaixes; blocos lógicos ; alfabeto ( de diversas formas e materiais) Jogo de loto leitura; jogos de mico de palavras; jogo de baralho para classificação; jogo de carimbos (diversos); bloco de construção; conjunto de esquema corporal (quebra-cabeça); 01 fazendinha; 01 caixa quadrado vazado; jogo de linha (matemática); jogo de numerais e quantidades de 0 a 9; jogos de memória (diversos); 02 jogos de dominó e/ou memória de associação de idéias; 01 jogo de dominó e/ ou memória sobre associação geométrica; jogos de dominó e/ou memória de frases e palavras ; 01 jogo de dominó e/ou memória de quantidades; Jogos de dominó e/ou memória ( metade; subtração multiplicação; divisão silábica; horas; divisão; divisão de figuras e fundos, tipos de letras...) 03 jogo de fantoches (família branca; família preta ; animais); Ábaco ; 01 Cara a Cara ; Jogos de seqüência lógica; Blocos lógicos; Quebra cabeça (diversos); jogos BOOLE
Rádio com CD;
CDs de música (diversos);
Jogos para computador;
Livros de histórias (diversos);
Brinquedos diversos (bola, boneca,carrinhos, avião, trem, ambulância, bombeiro, monstros , dinossauros, cobras, telefones, tubarão , João Teimoso, corda para pular...)
Tintas e pincéis;
Quadro e giz;
Papel, crayons, canetas hidrográficas , argila...
Espelho para corpo inteiro.
Muitos jogos poderão e devem ser construídos para atender dificuldades específicas de cada criança
*se esqueci alguma coisa..acrescentarei em outro momento rsrrsss

sábado, 8 de agosto de 2009

USO DE JOGOS DE REGRAS NO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO



Em decorrência do baixo desempenho dos alunos nas escolas, uma quantidade cada vez maior de crianças tem chegado aos consultórios de psicopedagogia apresentando dificuldades de aprendizagem em matemática. Tanto na atuação clínica psicopedagógica quanto na atuação escolar faz-se necessário um atendimento especializado nesta área de conhecimento. O desempenho que os alunos vêm demonstrando, sem dúvida, justifica o desenvolvimento de uma metodologia de trabalho capaz de promover uma aprendizagem significativa dos conceitos e procedimentos matemáticos, em particular, nas primeiras séries do ensino fundamental.

Os Jogos sob um Enfoque Psicopedagógico

A brincadeira e o jogo constituem-se uma necessidade humana e interferem diretamente no desenvolvimento da imaginação, da representação simbólica, da cognição, dos sentimentos, do prazer, das relações, da convivência, da criatividade, do movimento e da auto-imagem dos indivíduos. Muitos educadores desvalorizam a brincadeira acreditando que o mais importante na escola é aprender a ler e escrever. Não levam em conta que todo o desenvolvimento que a brincadeira traz para os indivíduos é pré-requisito para a alfabetização. Vygotsky afirma que a brincadeira simbólica e o jogo formam uma zona de desenvolvimento proximal que pode se constituir o ponto de partida para aprendizagens formais.
Segundo Piaget , por meio do jogo a criança assimila o mundo para atender seus desejos e fantasias. O jogo segue uma evolução que se inicia com os exercícios funcionais, continua no desenvolvimento dos jogos simbólicos, evolui no sentido dos jogos de construção para se aproximar, gradativamente, dos jogos de regras, que dão origem à lógica operatória. Nos jogos de regras existe algo mais que a simples diversão e interação, pois, eles revelam uma lógica diferente da racional. Este tipo de jogo revela uma lógica própria da subjetividade tão necessária para a estruturação da personalidade humana quanto a lógica formal, advinda das estruturas cognitivas. Os jogos de regras podem ser considerados o coroamento das transformações a que criança chega quando atinge a reversibilidade do pensamento.
No jogo de regras o conseguir jogar e compreender o seu fazer implica em assimilação recíproca de esquemas e coordenação de diferentes pontos de vista. A coordenação de pontos de vista permite o descentramento do sujeito e a possibilidade de reciprocidade interpessoal com seus parceiros de atividade. Devido ao seu caráter eminentemente social, o jogo de regras favorece cooperação ao submeter as ações dos sujeitos às normas de reciprocidade.
Ao tentar resolver os problemas originados no desenvolvimento do jogo, o sujeito cria estratégias e as avalia em função dos resultados obtidos e das metas a alcançar na atividade. Os fracassos decorrentes destas ações originam conflitos ou contradições por parte do indivíduo e desencadeiam mecanismos de equilibração cognitiva . As regulações ativas geradas por este processo implicam decisões deliberadas dos indivíduos que originam novos procedimentos de jogo. Apresentam um caráter construtivo e por meio delas a retomada de uma ação é sempre modificada pelos resultados da ação anterior em um processo contínuo de modificação das ações seguintes, em função dos resultados das ações precedentes . Conhecer os meios empregados para alcançar o objetivo do jogo, bem como conhecer as razões desta escolha ou de sua modificação, implica uma reconstrução no plano da representação do que era dominado pelo sujeito como ação.
Em uma intervenção de caráter psicopedagógico, o educador deve equilibrar uma atuação mais e menos diretiva, conforme o tipo de tarefa a ser realizada pelos sujeitos . Nas tarefas verbais sua atuação pode ser mais diretiva, pois, tem como objetivo organizar a situação de aprendizagem e solicitar a re-interpretação das ações e das falas dos sujeitos.
Do ponto de vista psicopedagógico, o processo de aprendizagem envolve não somente a fala do sujeito que aprende, mas também a fala de quem ensina. Ao “pensar em voz alta” suas estratégias de ação, o educador atua como modelo de reflexão para o sujeito. Utilizados tradicionalmente como recursos clínicos a fala organizada e o uso do modelo têm obtido na escola resultados satisfatórios no ensino de diferentes áreas de conhecimento.
A utilização do jogo de regras como um recurso terapêutico ou escolar, seja por parte do psicopedagogo ou do educador, exige conhecimento de sua estrutura e clareza dos objetivos a serem atingidos.Ao se propor um jogo é preciso ter em mente o porquê de jogar, o que jogar, para quem, com que recursos, de que modo jogar, quando e durante quanto tempo jogar, e qual a continuidade desta atividade ao final de seu desenvolvimento.

Versão integral deste artigo foi publicado na Revista Teoria e Prática da Educação-2002

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TRABALHO APROVA REGULAMENTAÇÃO PARA PSICOPEDAGOGO




A UNIÃO FAZ A FORÇA
votem e repassem para todos votarem


Aconteceu - 30/12/2008 16h10
Trabalho aprova regulamentação para psicopedagogo
Laycer Tomaz

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, no último dia 17, o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade profissional do psicopedagogo. Pela proposta, a profissão poderá ser exercida pelo portador de diploma de graduação em Psicopedagogia, pelo diplomado em Psicologia ou Pedagogia e pelo licenciado que tiver concluído curso de especialização em Psicopedagogia. A especialização deverá ter duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade.

A comissão também aprovou duas emendas apresentadas pela relatora, deputada Gorete Pereira (PR-CE). Uma das emendas autoriza o Executivo a criar um órgão fiscalizador do exercício da profissão. "Deve ser lembrado que os dispositivos relacionados a infrações e penas somente são eficazes se houver esse órgão responsável", disse a relatora.

A outra emenda estabelece o dever de sigilo profissional, ou seja, o psicopedagogo deverá manter sigilo sobre os fatos de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua atividade. Ele poderá compartilhar essas informações com outros profissionais envolvidos no atendimento do cliente, desde que também sujeitos a sigilo profissional. O desrespeito a essas normas configura infração disciplinar grave.

A relatora informou que a inclusão do sigilo profissional foi uma sugestão de representantes da própria categoria.

Atribuições
Entre as atribuições do psicopedagogo estão a intervenção para a solução dos problemas de aprendizagem; a utilização de métodos, técnicas e instrumentos que tenham por finalidade a pesquisa, a prevenção, a avaliação e a intervenção relacionadas com a aprendizagem; e o apoio psicopedagógico aos trabalhos realizados nos espaços institucionais.

Pelo projeto, o portador de diploma superior de outra especialidade que já estiver exercendo ou tiver exercido atividades profissionais de Psicopedagogia, em entidade pública ou privada, terá preservado o direito a esse exercício profissional.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

íntegra da proposta: - PL-3512/2008

Notícias anteriores no site da Câmara.gov.br :
- Trabalho aprova regulamentação da profissão de pedagogo
- Projeto obriga escola a ter orientador educacional
- Câmara eleva função pedagógica a profissional de educação
- Proposta muda regras de formação para professor

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
Este Projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal aguardando parecer do Relator. Escreva para Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) ou para o Relator, Dep. Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e dê a sua opinião reforçando o voto favorável.

Contatos com o Deputado Relator:

dep.mauricioquintellalessa@camara.gov.br
http://www.mauricioquintella.com.br

Endereço para correspondência:

Gabinete 425 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900

Telefones do Gabinete do Deputado:(61) 3215-5425 - Fax:(61) 3215-2425

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A TÉCNICA PSICANALÍTICA ATRAVÉS DO BRINCAR



1. O atendimento de crianças

· A partir do período de latência(de 6 anos em diante);

· As interpretações deveriam ser cuidadosas;

· As camadas mais profundas do inconsciente não poderiam ser exploradas;

· A situação edipiana inconsciente não poderia ser analisada;

· O superego era considerado fraco;

· Devido a suposta fraqueza do superego, os analistas assumiam uma postura educativa;

· Postulava-se que a “situação analítica”(interpretação, solução gradual das resistências, foco na transferência) não poderia ser obtida com a criança;

· Usava-se a transferência positiva e evitava-se a transferência negativa.


2. A proposta kleiniana

A- O significado do brincar

· O brincar é uma expressão de processos inconscientes profundos;

· O brincar equivale ao conteúdo manifesto do sonho, que após ser interpretado, revela o significado latente.

B- A ludoterapia

· A interpretação da ansiedade e das defesas contra ela;

· O princípio da associação livre(atenção dirigida ao brincar, à fala e ao comportamento surgido espontaneamente);

· A exploração do inconsciente;

· A análise da transferência(principalmente a negativa);

· A situação transferencial deve ser conduzida no consultório e não na casa do paciente;

· O uso do brinquedo numa caixa exclusiva para cada criança;

· A composição da caixa: pequenos homens e mulheres de madeira, carros e carrinhos de mão, balanços, trens, aviões, animais, árvores, blocos, casas, cercas, papel, tesoura, uma faca, lápis, giz ou tinta, cola, bolas e bolas de gude, massa de modelar e barbante.

· O equipamento do consultório: um chão lavável, água corrente, uma mesa, algumas cadeiras, um pequeno sofá, algumas almofadas e um móvel com gavetas.

C- A agressividade no brincar

· É essencial permitir à criança a expressão da agressividade;

· Mais importante ainda é compreender a causa e o contexto em que a agressividade surge;

· A atitude da criança para com o brinquedo é sempre reveladora(a destruição e a reparação);

· O analista não deve permitir ataques físicos a sua pessoa, para resguardá-lo e evitar o aumento da culpa e da ansiedade persecutória;

· O analista não deve mostrar desaprovação quando a criança quebra um brinquedo;

· O analista não deve encorajar a expressão da agressividade ou sugerir reparações;

· A interpretação deve estar ligada ao material produzido no momento, ao comportamento observado e em conexão com o que foi colhido dos pais;

· Mesmo as crianças pequenas compreendem as interpretações quando estas dizem respeito a pontos relevantes do material;

· A criança tem uma capacidade de insight maior que o adulto, pois as conexões entre consciente e inconsciente são mais próximas e as repressões menos poderosas.




Fonte: UNIP