domingo, 3 de março de 2013

QUANDO O XIXI NA CAMA DEIXA DE SER NORMAL

Fazer xixi na cama é motivo para 88,6% das crianças que molham os lençóis à noite serem punidas com algum tipo de agressão, mostra uma pesquisa realizada pelo Serviço de Urologia da Uerj. Sendo que 48,5% delas sofrem violência física. Porém, urinar na cama não é manha de criança, mas sim uma doença no trato urinário, chamada enurese noturna, que atinge 15% dos meninos e meninas com 7 anos.

Os pais, muitas vezes, veem o problema como desobediência, preguiça ou transtorno psicológico. Mas um estudo feito na Austrália com 5 mil crianças comprovou que essa relação não existe.

- É uma doença como outra qualquer. Não tem nada a ver com distúrbios da mente. Os pais precisam perceber que é um problema biológico e procurar ajuda. Eles não podem aceitar que o médico diga que xixi na cama é normal - explica o professor da Universidade de Lund, na Suécia, e chefe do departamento de pesquisa em urologia da Ferring Pharmaceuticals, Jens Peter Norgaard.

Possíveis causas

O xixi na cama passa a ser considerado doença quando persiste após os 5 anos; acontece, em média, três vezes por semana e provoca angústia na criança. A enurese tem três causas básicas: bexiga contraída, isto é, com tamanho insuficiente em relação ao volume de urina; produção elevada de urina; e inabilidade para acordar à noite e ir ao banheiro.

- É importante observar cada caso. Se o xixi na cama representar um sofrimento muito grande, mesmo que não seja tão frequente, essa criança também merece tratamento - diz a chefe do setor de urodinâmica pediátrica do Hospital dos Servidores, Eliane Garcez da Fonseca.

Remédios indicados

O tratamento da enurese noturna é feito com medicamentos, de acordo com as causas do problema. Se a doença for provocada pelo aumento da produção de urina, é recomendado o uso da substância desmopressina por um período médio de três meses. Já se a causa for bexiga contraída, são prescritos anticolinérgicos.

Isabela Guerreiro


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A PEQUENA VÍTIMA DE SALVE JORGE



A Pequena Vítima de Salve Jorge

Criança só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela

Quando Salve Jorge começou, disse a mim mesma que não veria um único capítulo. Ainda estava meio surda por causa da gritaria de Avenida Brasil e queria minha paz de volta. E assim foi: não assisti aos primeiros capítulos. Mas aí, um dia, gostei de adiante lembrei que o ótimo Alexandre Nero estava no elenco, além do colírio do Domingos Montagner, e passei a simpatizar com a maquiavélica Wanda de Totia Meireles, e quando dei por mim, havia sido capturada para o dramalhão mais inverossímil da televisão brasileira – ou alguém consegue aguentar a moscona da Morena que, com a finada Jéssica, passava as tardes na casa da delegada sem conseguir denunciar que havia sido traficada?

Me irrita a trouxice das personagens femininas da maioria das novelas. Acho louvável que a autora Gloria Perez procure usar o maior petardo da programação da Globo para trazer à tona assuntos pouco discutidos pela sociedade, como é o caso do tráfico de pessoas, mas a forma canastrona com que esses dramas costumam ser apresentados faz com que eles pareçam pouco reais.

O que tem me deixado chocada nessa novela não é a seringa que o personagem de Claudia Raia leva na bolsa para algum imprevisto ou os tapas que o parrudo Russo distribui no cativeiro das beldades. O que me cala e me constrange é uma criança que está sendo manipulada pelo pai em meio a um divórcio litigioso. Aquilo ali, sim, é real, muitíssimo comum e igualmente criminoso.

Não consigo imaginar nada mais brutal do que dizer para um filho: “Tua mãe não te ama”. O mesmo vale para mães que dizem isso aos filhos a respeito dos pais. Quem faz essa covardia com uma criança é quem verdadeiramente não a quer bem. Usar o sentimento de inocentes a fim de atingir um cônjuge que passamos a odiar é de uma agressividade tão letal quanto uma injeção no pescoço, tão dolorido quanto um soco de um brutamontes.

Nem todos que agem assim o fazem por maldade. Muitos o fazem por ignorância. Mas até ignorantes deveriam possuir alguma sensibilidade para entender que uma criança necessita de segurança emocional e não de ser envolvida nas brigas de um casal que um dia resolveu se unir, e que mais adiante resolveu se separar. Casamento não precisa ser para sempre, mas a responsabilidade parental, sim.

Crianças não conseguem processar direito o que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais, e pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida.

É uma tecla insistentemente batida, mas pouco escutada: criança precisa ser amada. Não precisa de um iPhone aos nove anos, não precisa ir a Disney antes de ser alfabetizada, não precisa de um guarda-roupa de estrela de cinema. Precisa ser amada. Sai de graça.Só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela.
 
Martha Medeiros- ZH - 03/02/13

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Volta às aulas: o papel da escola e dos pais

 
Um dos momentos mais esperados na vida de uma criança, onde ela sente um misto de curiosidade, entusiasmo e medo...é o inicio do ano letivo!
Para os veteranos a expectativa é pelas mudanças , novidades...reencontros. Para os que chegam à escola pela primeira vez predomina o temor do desconhecido...não apenas para a criança, mas à todos os envolvidos emocional e familiarmente (nos dias atuais precisamos abranger pais, avós, babás...) Em ambos os casos o mais importante é a fase de readaptação/adaptação.
Priorizar a afetividade e a socialização no momento de receber os alunos é papel da escola. Cada criança que chega tem seu jeito de ser, sua individualidade...que aliada aos demais colegas que também estão chegando, forma-se um grupo de diferentes. O professor deve estar atento aos desejos das crianças, cabendo-lhe proporcionar um ambiente de integração, onde a aprendizagem flua dinâmica e participativamente. Satisfazer a curiosidade das crianças, apresentar a rotina, regras e combinações , devem ser expostas aos poucos para não acontecer acúmulo de informações, muitas das quais a crianças não consegue registrar e assimilar.
A aprendizagem quando acontece com prazer, jamais é esquecida. E cabe aos adultos que a cercam, proporcionar esses momentos inesquecíveis.
Aos pais a tarefa de valorizar a escola e incentivar a criança , preparando-a para o reingresso/ingresso, preocupando-se com os detalhes ( materiais, uniforme...) fazendo com que a criança participe dos preparativos. Deixar claro para a criança qual é o papel da escola , do(a) professor(a), dos colegas..para que a confiança e a credibilidade nessa nova etapa da vida estudantil seja realmente aproveitada de maneira intensa e eficaz.
Os pais devem estar bem informados sobre a metodologia e rotinas da escola, para que não ocorram dúvidas e desencontros . Caso isso ocorra, nunca devem ser questionados na frente das crianças. Deve haver integração entre família/aluno/escola para que haja respaldo e confiança de que todos desejam o melhor para a criança.

Integrar seu filho a escola e permitir que seja educado para a vida é o maior desafio de todos os pais.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Muito além do peso

 
 
Este vídeo é a pura verdade brasileira, onde se encontra, cada vez mais crianças obesas. Basta viajarmos pelo país para perceber que estamos adotando o modelo alimentar norte-americano...
 
Caso queiram assistir diretamente no site

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Férias escolares: o que fazer com as crianças





Todo o ano, com a proximidade das férias , a impressão que os pais têm é que vão enlouquecer com as crianças. Tanta energia, tanta disposição a ser gasta, e nada parece prender a atenção dos pequenos.
A televisão, internet e o videogame rapidamente deixam de ser o atrativo escolhido pelas crianças, e os pais ficam apavorados em busca de atividades que deixem filhos e pais felizes.

                                           Em família

avô e neto pescandoAs férias proporcionam uma boa oportunidade de a criança conviver com os parentes. Deixe-o passar um final de semana na casa da avó ou da tia que ele não vê há muito tempo. Isso traz novas experiências e novos aprendizados para seu filho. Lugares afastados da cidade podem fazer com que as crianças assimilem novos valores sobre elementos da natureza.

                                         Vizinhança

criançasNa escola, ele tem o circulo de amizade definido. Se seu filho tiver a oportunidade de brincar com os vizinhos, isso pode ser muito positivo. Ele terá novos amigos com coisas diferentes a compartilhar. A sugestão é sempre acompanhar as brincadeiras  e a segurança dos pequenos. A hora do lanche com os amiguinhos pode ser um ótimo momento para dividir alegria.

                                       À moda antiga

criança pulando amarelinhaRelembre as brincadeiras antigas e explique como funcionam o esconde esconde, passa anel, pular elástico, alerta, brincadeiras que envolvem a criança. Experimente desenhar uma amarelinha e surpreenda a garotada. Fazer os brinquedos também é uma ótima ideia que estimula a imaginação. Ajude-o a fazer pipas, pé de lata, entre outros.

                                                                   

                            Ar livre

Que criança gosta de ficar fechada dentro de um apartamento? Levar a criança para passear, andar de bicicleta, ir a parques e praças pode ser muito divertido. Deixe-o brincar com terra, com tintas, eles adoram.
Uma boa ideia é sentar com o seu pequeno e fazer a programação do mês inteiro no calendário, cada com uma atividade diferente, acessível à família e que a criança goste. O tempo passa muito rápido e logo todos estarão na rotina do dia, então curta estes dias com seu filho para que tenha férias inesquecíveis.
 
 Fonte: Portal Zun

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia da Consciência Negra...mas afinal, o que é racismo???

 
Simplificar o RACISMO entre o negro e o branco é pura demagogia... Concordo na identidade de cada ser, sem discriminação... apesar de saber que ela existe. Prova de que , nós (seres humanos) precisamos ainda muuuiiiitttooo EVOLUIR...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TDAH - Algumas dicas para os pais

A lista  nos mostra algumas , de uma série de estratégias, que podem ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH. (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
fonte: http://www.abda.org.br/br/component/banners/click/12.html

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DIA DAS BRUXAS OU DO SACI??



O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Críticas

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Transtorno ou Distúrbio de Aprendizagem




DIS + TURBARE = alteração violenta da ordem natural da aprendizagem
No Transtorno de aprendizagem, há a presença de uma disfunção neurológica, que pode envolver imaturidade,lesões específicas do cérebro, fatores hereditários e ou disfunções químicas. Devido à forma irregular que as habilidades mentais se desenvolvem, aparecem discrepâncias marcantes entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas.
São características marcantes dos Distúrbios de Aprendizagem:
- início do comportamento ou atraso sempre na infância;
- o transtorno está sempre ligado à maturação biológica do sistema nervoso central;
- curso estável;
- as funções afetadas incluem geralmente a linguagem, habilidades viso-espaciais e/ou condições motora;
- há uma história familiar de transtornos similares e fatores genéticos têm importância na etiologia (conjunto de possíveis causas) em muitos casos.
Segundo estimativas da Organização Psiquiátrica Americana, a prevalência dos Transtornos da Aprendizagem, variam entre 2 a 10% na população, dependendo da natureza da averiguação e das definições aplicadas e estes podem persistir até a idade adulta.

Os principais Transtornos de Aprendizagem são os de Leitura e Escrita, de Cálculo, o Transtorno do Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade e o Transtorno não Verbal de Aprendizagem.
O diagnóstico desses Transtornos deve ser realizado por profissionais especializados e experientes, em uma equipe multiprofissional que garanta também o planejamento e a intervenção objetivando minimizar os efeitos de tais distúrbios sobre a vida da criança.
Essa equipe deve ter necessariamente a presença de um psicopedagogo, profissional habilitado em trabalhar com as questões da Aprendizagem e que partirá de seus conhecimentos transdisciplinares, para trabalhar e promover o desenvolvimento de estratégias cognitivas de aprendizagem, de estudo, as operações mentais para a realização das tarefas de cunho pedagógico, aumentar a autoestima e a motivação intrínseca da criança, etc.
É possível encontrarmos crianças cujo rendimento escolar apresenta-se empobrecido frente aquele esperado por seus pais e professores e que não apresentam transtornos de aprendizagem,porém o fraco desempenho na aprendizagem nunca deve ser desconsiderado ou minimizado pois representa o ponto de partida para o diagnóstico da dificuldade e do transtorno no aprender.
Se uma criança chama a atenção de seu professor pela problemática que apresenta para aprender e se esta dificuldade não demonstrou ter ligação com a prática pedagógica usada, a avaliação desse profissional deve necessariamente ser levada aos pais, no sentido de os alertar a procurarem um trabalho especializado na área da aprendizagem.
O psicopedagogo tem formação multidisciplinar e informação suficiente, para após avaliar a criança, a encaminhar para outra especialidade se assim for necessário. E, no mínimo, no final da avaliação psicopedagógica, os pais já terão afastado a maior parte das possibilidades de diagnósticos prováveis em dificuldades e transtornos de aprendizagem.

Por Maria Irene Maluf