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quarta-feira, 23 de abril de 2014

O desafio de EDUCAR



Criar filhos inteligentes, responsáveis, tolerantes, com boa autoestima... Educar é um desafio diário para todos os pais, sem exceção. As dúvidas que vêm com essa responsabilidade foram tema de palestra promovida pelo Educar para Crescer.
Dois profissionais com mais de 20 anos de experiência na área da Educação falaram para os funcionários da DGB, holding de logística e distribuição do Grupo Abril, em mais uma edição do projeto Cruzando Pontes, uma iniciativa do Grupo Abril que convida especialistas para falar com os funcionários do grupo sobre importantes temas da sociedade.
A importância dos limites
"A palavra-chave para educar os filhos é não." Assim começou a exposição da psicóloga Rosana Augone, especializada em psicologia infantil e com mais de 30 anos de experiência na área. Essa palavrinha mágica é muito importante na formação da criança e, apesar de parecer fácil dizê-la, os pais penam para manterem-se firmes no "não".
Dar limites de forma coerente é o principal desafio nos sete primeiros anos da criança - que são também os mais importantes na vida dela, pois é a fase construtora, quando as bases da personalidade são estabelecidas.
Muitos pais não querem ser autoritários e essa insegurança de errar ou traumatizar os filhos atrapalham a construção de uma autoridade saudável e necessária. "O pai não pode ficar em cima do muro. Dizer ‘não’ e depois ceder ou dizer ‘sim’ e depois mudar de ideia é muito ruim para os pais, que perdem autoridade, e para as crianças, que ficam sem referência", explica. Isso acaba ensinando, sem querer, que se o filho fizer birra ou seduzir os pais, é possível conseguir tudo o que querem.
O resultado? As crianças não amadurecem e podem permanecer nessa fase de desenvolvimento, em que são impacientes manipuladoras, intolerantes, inseguras, egocentradas e cheias de si.
Rosana concluiu dizendo que não existem receitas para educar as crianças, mas é importante que os pais sejam coerentes na hora de dizer sim e não, sabendo os limites do que elas podem ou não fazer vão se modificando conforme o tempo. "Por mais duro que os pais sejam, eles educam com amor. Se vocês não fizerem isso em casa, as crianças vão aprender os limites fora de casa e da escola, onde
Os três pilares para uma educação saudável, elencados pela psicóloga Rosana Augone:
a) Aprender a dizer não, para que a criança aprenda limites e outras regras sociais de convivência
b) Dar autonomia, de maneira que a criança aprenda a fazer suas próprias escolhas e serem responsáveis pelas consequências delas
c) Não se esquecer de elogiar, pois quando a criança sabe quais são suas qualidades - e defeitos-, sua autoestima é fortalecida.
Parceria entre família e escola
Os efeitos da falta de limites e de coerência em casa acabam gerando problemas mais tarde, na escola. E foi exatamente sobre a relação entre a família e a escola que falou o pedagogo e cientista social Laércio Carrer, coordenador de Ensino Fundamental no Colégio Albert Sabin. com mais de 23 anos de experiência como educador.
A criança que vem de uma educação sem limites chega na escola acostumada ter seus desejos individuais atendidos, mas o espaço escolar é coletivo. "A criança perde a "exclusividade" que tinha em casa e precisa aprender a dividir a atenção com outros colegas e a conviver com o diferente", disse Carrer.
O conflito, porém, se estende para a relação entre a família e a escola. Para Carrer, alguns pais têm a expectativa de que o professor seja o segundo pai dos filhos. "Quando existe essa oposição entre família e escola todos perdem: a escola, os pais, os educadores e, principalmente, os filhos", concluiu.
Ele alerta que esse processo acaba produzindo uma sociedade pouco saudável. A escola é o espaço da diferença, que deveria enriquecer a ligação com a divergência e a diversidade, porém, Carrer explica que hoje as crianças não são ensinadas a aceitar o diferente. "Aí nasce o preconceito. Isso é um aspecto sério para a construção de uma sociedade saudável. Vemos o outro não como próximo, mas como adversário", apontou.
Três dicas para a construção de uma parceria entre família e escola, pelo pedagogo Laércio Carrer:
a) Conhecer a escola, entender seu projeto pedagógico, para saber se a instituição responde às expectativas da família.
b) Entender que a escola é aliada na educação do filho e estabelecer o respeito mútuo
c) Apenas o diálogo pode resolver a confusão sobre qual é o papel da escola e o papel da família.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A FUNÇÃO PERVERSA DOS CONTOS DE FADAS


Ao invés de desenvolver suas próprias capacidades, meninas aprendem a esperar pelo “homem salvador”

Pat, engenheira de 34 anos, separada, chegou ao meu consultório e foi logo dizendo: “Não aguento mais ter que arranjar dinheiro para pagar as contas e resolver tudo na minha vida. Estou buscando um marido que me proteja, cuide de mim e me sustente. Minha filha, no seu aniversário de seis anos, pediu uma festa com o tema de Cinderela. Ela até se vestiu dessa forma. Assim é bom, porque ela já vai se acostumando com a ideia de que é importante procurar um homem bem diferente do pai dela, que não tem dinheiro. Quando ficar maior, mesmo que tenha uma profissão, espero que se case com alguém que a proteja e garanta seu sustento.”
Não tenho dúvidas de que os contos de fadas são prejudiciais às crianças. Mas será que pais e professores se dão conta disso? Será que percebem quais tipos de ideias estão passando para as crianças, subliminarmente, por meio desses contos? Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida.Modelos de heroínas românticas, que, ao contrário do que se poderia imaginar, no que diz respeito ao amor, ainda são parecidas com muitas mulheres de hoje. Mas isso não é à toa.

Desde a Antiguidade as mulheres detinham um saber próprio, transmitido de geração em geração: faziam partos, cultivavam ervas medicinais, curavam doentes. Na Idade Média seus conhecimentos se aprofundaram e elas se tornaram uma ameaça. Não só ao poder médico que surgia, como também do ponto de vista político, por participar das revoltas camponesas. Com a “caça às bruxas”, no século XVI, 85% dos acusados de feitiçaria eram mulheres. Milhares delas foram executadas, na maior parte das vezes queimadas vivas.

Segundo os manuais usados pelos inquisidores, é pela sexualidade que o demônio se apropria do corpo e da alma dos homens, dominando-os através do controle e da manipulação dos atos sexuais. 
Não foi assim que Adão pecou? Como as mulheres estão essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio (as feiticeiras). Rose Marie Muraro na introdução do livro "O martelo das feiticeiras", escrito por dois inquisidores em 1484, chama a atenção para um detalhe importante: “eram consideradas feiticeiras as mulheres orgásticas e ambiciosas, as que ainda não tinham a sexualidade normatizada e procuravam se impor no domínio público exclusivo aos homens.”

Foto: Reprodução
Final para Branca de Neve foi feliz, ao lado do príncipe em um castelo
A partir daí podemos entender melhor como as mulheres e as personagens femininas das histórias infantis foram se tornando passivas, submissas, dóceis e assexuadas. Em "Cinderela", "Branca de Neve" e "A Bela Adormecida" existem algumas mulheres que até fazem mágicas, mas a mensagem central não é a do poder feminino, e sim da impotência da mulher. O homem, ao contrário, é poderoso. Não só dirige todo o reino, como também tem o poder mágico de despertar a heroína do sono profundo com um simples beijo. Além da incompetência de lutar por si própria, comum às principais heroínas, Cinderela é enaltecida por ser explorada dia e noite, trabalhando sem reclamar e sem se rebelar contra as injustiças. Padece e chora em silêncio. Seu comportamento sofrido, parte do treinamento para se tornar a esposa submissa ideal, é recompensado: seu pé cabe direitinho no sapato e ela se casa com o príncipe.
No entanto, o mais grave nos contos de fadas é a ideia de que as mulheres só podem ser salvas da miséria ou melhorar de vida por meio da relação com um homem. As meninas vão aprendendo, então, a ter fantasias de salvamento, em vez de desenvolver suas próprias capacidades e talentos. As heroínas das histórias estão sempre ansiosas em fazer o máximo para agradar ao homem, ser como ele deseja, e acreditam que adequar seu corpo à expectativa dele é fundamental. Não se esqueça de que Cinderela e todas as moças do reino tentam se ajustar ao sapatinho encontrado pelo príncipe — a madrasta orienta as filhas a cortar um pedaço do pé para corresponder ao que o homem espera delas.

A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”

Em vez de desenvolver suas próprias potencialidades e buscar relações onde haja uma troca afetiva e sexual, em nível de igualdade com o parceiro, muitas mulheres se limitam a continuar fazendo tudo para encontrar o príncipe encantado.
O que você pensa a respeito dos contos de fadas? Deixe seu comentário no campo abaixo!Há um tempo atrás perguntei a algumas pessoas o que eles pensam a respeito dos contos de fadas.
A grande felicidade não é encontrar um homem, é encontrar a si própria. Se a mulher encontrar um parceiro, tudo bem, mas se não encontrar, ela está ótima. O grande encontro do homem e da mulher é cada um consigo próprio. Cláudia Alencar (atriz)Estamos caminhando para a dissolução do molde romântico. É um processo muito lento, talvez demore 100 anos; o ser humano levou um tempão para construir esse projeto de infelicidade. Ele chegou ao apogeu no século XIX e só nos demos conta da falência disso na virada do século, quando o Dr. Freud preconizou que o ser humano só pensa em sacanagem. Coisa que a gente já sabia há muito tempo, mas só se tornou explicitada a partir da reflexão dele. A partir dessa incompatibilidade entre a superestrutura dos sonhos e a infra-estrutura dos instintos estamos vivendo um momento conflitivo em que as coisas estão se transformando para melhor, principalmente nessa área da sexualidade e dos afetos. Geraldo Carneiro (poeta e escritor)
Há toda uma estrutura vigente que desinforma e continua insistindo nessas mentiras. As próprias novelas criam um romantismo falso, bastante prejudicial e os danos são profundos. Mas as questões sobre amor e sexo são vitais por estarem estreitamente ligadas à nossa felicidade. Chico Azevedo (dramaturgo e escritor)

 Regina Navarro Lins 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A PEQUENA VÍTIMA DE SALVE JORGE



A Pequena Vítima de Salve Jorge

Criança só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela

Quando Salve Jorge começou, disse a mim mesma que não veria um único capítulo. Ainda estava meio surda por causa da gritaria de Avenida Brasil e queria minha paz de volta. E assim foi: não assisti aos primeiros capítulos. Mas aí, um dia, gostei de adiante lembrei que o ótimo Alexandre Nero estava no elenco, além do colírio do Domingos Montagner, e passei a simpatizar com a maquiavélica Wanda de Totia Meireles, e quando dei por mim, havia sido capturada para o dramalhão mais inverossímil da televisão brasileira – ou alguém consegue aguentar a moscona da Morena que, com a finada Jéssica, passava as tardes na casa da delegada sem conseguir denunciar que havia sido traficada?

Me irrita a trouxice das personagens femininas da maioria das novelas. Acho louvável que a autora Gloria Perez procure usar o maior petardo da programação da Globo para trazer à tona assuntos pouco discutidos pela sociedade, como é o caso do tráfico de pessoas, mas a forma canastrona com que esses dramas costumam ser apresentados faz com que eles pareçam pouco reais.

O que tem me deixado chocada nessa novela não é a seringa que o personagem de Claudia Raia leva na bolsa para algum imprevisto ou os tapas que o parrudo Russo distribui no cativeiro das beldades. O que me cala e me constrange é uma criança que está sendo manipulada pelo pai em meio a um divórcio litigioso. Aquilo ali, sim, é real, muitíssimo comum e igualmente criminoso.

Não consigo imaginar nada mais brutal do que dizer para um filho: “Tua mãe não te ama”. O mesmo vale para mães que dizem isso aos filhos a respeito dos pais. Quem faz essa covardia com uma criança é quem verdadeiramente não a quer bem. Usar o sentimento de inocentes a fim de atingir um cônjuge que passamos a odiar é de uma agressividade tão letal quanto uma injeção no pescoço, tão dolorido quanto um soco de um brutamontes.

Nem todos que agem assim o fazem por maldade. Muitos o fazem por ignorância. Mas até ignorantes deveriam possuir alguma sensibilidade para entender que uma criança necessita de segurança emocional e não de ser envolvida nas brigas de um casal que um dia resolveu se unir, e que mais adiante resolveu se separar. Casamento não precisa ser para sempre, mas a responsabilidade parental, sim.

Crianças não conseguem processar direito o que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais, e pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida.

É uma tecla insistentemente batida, mas pouco escutada: criança precisa ser amada. Não precisa de um iPhone aos nove anos, não precisa ir a Disney antes de ser alfabetizada, não precisa de um guarda-roupa de estrela de cinema. Precisa ser amada. Sai de graça.Só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela.
 
Martha Medeiros- ZH - 03/02/13

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brasil...meu Brasil brasileiro....

HINO NACIONAL QUE CHORA


Autor desconhecido. Este texto foi atribuído a uma adolescente de Joinville, vencedora de um concurso de redação, cujo título recomendado pela professora foi: “Dai pão a quem tem fome!”.

“Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: - O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo... Vejam o que estão fazendo comigo: Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores; meu povo era heroico e os seus brados retumbantes; O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante...
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada, havia paz no futuro e glórias no passado e nenhum filho meu fugia à luta... Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil... Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha “o peito” de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula...
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo como uma criança dormindo em seu berço esplêndido....”
( Postado por João Bezerra)

A esperança de que tudo ainda pode mudar permanece... já está começando! E acima de tudo tenho amor pelo meu país e ao povo brasileiro!!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mães...






> Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
> Desconstruir alguns mitos.
> Não, não precisa se preocupar.
> Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
> Vamos lá:
>
> MÃE É MÃE: mentira !!!
> Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
> Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
> Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
> Também é cozinheira e lavadeira.
> Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
> Mãe às vezes também é pai.
> Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
> Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero
> de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
> Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima,
> antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também
> namora, trabalha, adora dançar.
> Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã
> de aeróbica, mergulhadora.
> Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
> Mãe já foi mãe, agora é mãe também.
>
> MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
> Sabe por quê?
> Claro que sabe!
> Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
> De certa forma, tem duas mães.
> Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
> Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
> E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
> Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma
> deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco
> mães.
> Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto
> maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser
> uma forma de exercer a maternidade.
> O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.
>
> SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
> Que paraíso, cara-pálida?
> Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não
> entram.
> Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e
> aborrecida outras tantas, vamos combinar.
> Quanto a padecer, é bobagem.
> Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra
> amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
> Por exemplo?
> Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da
> festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
> você não tem a mínima idéia de onde fica.
> Aí a barra é pesada, pode crer...
>
> MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
> Maternidade não é serviço militar obrigatório!
> Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
> Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não
> tê-los, como sabê-los?
> Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
> Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
> Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação,
> vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida
> mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
> Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de
> Fernando Pessoa.
> É difícil, mas acontece.
> MAMÃE, EU QUERO: verdade!
> Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.
> 5 anos: "Mamãe, te amo."
> 11 anos: "Mãe, não enche."
> 16 anos: "Minha mãe é tão irritante."
> 18 anos: "Eu quero sair de casa."
> 25 anos: "Mãe, vc tinha razão."
> 30 anos: "Eu quero voltar pra casa da minha mãe."
> 50 anos: "Eu não quero perder a minha mãe."
> 70 anos: "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."...

Martha Medeiros

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Doze maneiras de aumentar a autoestima de seu filho




"A autoestima é um ingrediente importante para uma vida feliz e bem-sucedida. A pessoa pode ser abençoada com inteligência e talento, mas se carece de autoestima, este pode ser um obstáculo em ter sucesso num emprego, num relacionamento e praticamente em todas as áreas da vida.

Os primeiros anos de uma criança são o alicerce para uma autoestima positiva.

Como pais, não podemos controlar tudo que nosso filho vê, ouve ou pensa, e que contribuirá para sua autoimagem. Porém há muito que podemos fazer.

Temos a criança nos primeiros anos de vida; Deus nos deu um presente especial – um novo ser humano com uma "lousa em branco". Durante os primeiros anos, aquilo que passa pela cabeça da criança a deixa muito impressionada. Os pais, portanto, têm uma oportunidade de estabelecer uma "conta bancária de auto-estima" na qual a criança armazena muitas coisas positivas sobre si mesma. Nos anos e décadas que virão, esta "conta bancária" compensará as experiências negativas, que são inevitáveis.

Como então fazemos depósitos na conta de nosso filho? Como podemos nós, os pais, construir para a auto-estima de nosso filho? Aqui estão algumas sugestões:

1.
Demonstre amor e afeição. Tudo que fazemos com nossos filhos, desde a mais tenra infância, deve ser com afeição e amor. Um bebê tratado com carinho terá um sentimento subconsciente de que é valioso e importante o suficiente para ser amado.

2. Elogie seu filho.
Faça elogios ao seu filho sempre que possível, toda vez que ele fizer algo bem feito. Diga: "Estou orgulhoso de você. Você é muito especial. Gostei da sua maneira de fazer isto."

3.
Torne seus elogios críveis. É importante, no entanto, que ele acredite nos elogios. Frases exageradas como "Você é o melhor do mundo. Você é a pessoa melhor que já existiu" podem na verdade ser contra-produtivos. A criança desenvolverá um ego inflado, e isso pode afetar seu relacionamento com os amigos, o que a longo prazo terá um efeito negativo sobre sua autoestima.

4. Estabeleça metas para seu filho. A meta deve ser algo passível de atingir – vestir-se sozinho, conseguir uma determinada nota na próxima prova escolar. Estabeleça metas que sejam apropriadas para a idade e capacidade da criança (estabelecer um objetivo inatingível terá um efeito negativo). À medida que a criança se aproxima da meta, estimule-a e elogie cada sucesso ao longo do caminho. Quando a criança atinge a meta, cumprimente-a e reforce sua autoimagem como realizadora.

5.
Critique a ação, não a pessoa. Quando a criança faz algo negativo, diga: "Você é uma criança especial e muito boa, não deveria estar fazendo isso", em vez de dizer "Você é mau".

6.
Confirme os sentimentos do seu filho. Quando seu filho recebe um golpe na sua autoestima, é importante validar seus sentimentos. Por exemplo, se a criança se ofendeu com um comentário maldoso de um amigo ou professor, diga a ela: "Sim, você ficou ofendida por aquilo que a pessoa disse" ou "Você se ofendeu com o fato de que a outra pessoa não gosta de você". Somente depois que a criança sentir que seus sentimentos foram validados, ela se abrirá, permitindo que você lhe aumente a autoestima, apontando pessoas que gostam dela, e as coisas positivas que outros disseram a respeito dela.

7.
Tenha orgulho do seu filho. De maneira regular, você deve lembrar-se de dizer ao seu filho como você se sente feliz e orgulhoso por ser pai/mãe dele.

8.
Fale positivamente sobre seu filho na presença de pessoas importantes na vida dele, como avós, professores, amigos, etc.

9.
Nunca compare seu filho com outras crianças, dizendo: "Por que você não é como Carlinhos?" Quando esse tipo de comparação for feita por outras pessoas, diga ao seu filho que ele é especial e único à sua maneira.

10.
Assegure que outras pessoas que lidam com seu filho conheçam seus pontos positivos. No início do ano escolar, fale com os professores de seu filho e diga-lhes quais são seus pontos fortes, assim a professora terá uma atitude positiva neste aspecto e continuará a reforçar aqueles pontos fortes.

11.
Diga ao seu filho, sempre, que o ama incondicionalmente. Quando eles falham, ou fazem algo errado, lembre-se de dizer: "Você é especial para mim, e sempre o amarei, não importa o que aconteça
!"

12.
Cuide de sua própria autoestima. Você precisa enxergar-se sob uma luz positiva. Pais que não têm auto-estima terão dificuldades em criar um filho com uma elevada autoestima. Um pai positivo é aquele que sabe que não é perfeito, mas se valoriza, e está sempre tentando crescer e melhorar.



Sthepan Kanitz