domingo, 29 de março de 2009

PEDIDO DE UMA CRIANÇA A SEUS PAIS



PAIS !!!
Não desistam nunca de tentar fazer o melhor pelos seus filhos... Leiam com atenção as dicas abaixo. Se acharem difícil, tente realizá-las uma de cada vez . Quem sabe assim, no futuro , teremos adultos mais felizes e responsáveis.


NÃO tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim.
Isto faz com que eu me sinta mais seguro.

NÃO me estraguem. Sei que não devo ter tudo que peço.
Só estou experimentando vocês.

NÃO deixem que eu adquira maus hábitos.
Dependo de vocês para saber o que é certo e errado.
NÃO me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.
Aprenderei muito mais se me falarem com calma, em particular.
NÃO me protejam das conseqüencias dos meus erros.
Às vêzes eu preciso aprender pelo caminho mais áspero.


NÃO levem muito a sério as minhas pequenas dores.
Necessito delas para obter a atenção que desejo.

NÃO sejam irritantes ao me corrigirem.
Se assim fizerem eu poderei fazer o contrário do que pedem.
NÃO me façam promessas que não poderão cumprir depois.
Lembrem-se de que isto me deixará profundamente desapontado.

NÃO ponham a prova a minha honestidade.
Sou facilmente tentado a dizer mentiras.
NÃO me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.
Isto me afastará dele.

NÃO desconversem quando faço perguntas.
Senão eu procurarei na rua as respostas que não tive em casa.


NÃO se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis.
Ficarei extremamente chocado quando descubrir seus erros.

NÃO digam que meus temores são bobos,
Mas sim que me ajudem a compreendê-los.

NÃO digam que não conseguem me controlar.
Eu julgarei que sou mais forte do que vocês.

NÃO me tratem como uma pessoa sem personalidade.
Lembrem-se de que tenho o meu próprio modo de ser.

NÃO vivam me apontando os erros das pessoas que me cercam.
Isto criará em mim desde cedo, um espírito intolerante.

NÃO se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo.

NÃO queiram me ensinar tudo.

NÃO desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo.

No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.


D.A

quarta-feira, 25 de março de 2009

A importância da infância na Psicoterapia

"As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e águe com sabedoria e lições de vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam". (Código Indígena norte americano)



Os consultórios de psicoterapia, geralmente, são o destino de um sem número de pessoas a procura de alívio de suas dores psíquicas, cujas origens na quase totalidade dos casos, encontra-se nas experiências traumáticas da infância. Situação em que muitos indivíduos, se não passarem por tratamento, tendem a levar para o resto de suas vidas o sofrimento como indesejada companhia.

Portanto, na infância o foco psicoterapêutico é de suma importância dentro do processo de investigação do inconsciente humano. É um procedimento fundamental e imprescindível, tanto na linha da psicoterapia tradicional como na linha da psicoterapia alternativa. Não temos como separar uma coisa da outra, porque a fase infantil, impregnada de impressões psíquicas, é temporariamente a realidade existencial do indivíduo em que a educação, baseada em princípios psicológicos e em responsabilidades assumidas por parte de pais ou substitutos, é a garantia de um futuro menos problemático para os seus filhos.

Não podemos negligenciar a infância, muito menos desconsiderá-la dentro de um processo psicoterapêutico, (...) um exemplo é a conhecida "síndrome de vitimização": de nada adianta tentarmos conscientizar nosso paciente que ele encontra-se numa "cômoda situação", aceitando passivamente as vicissitudes da vida sem capacidade de reação, se antes não tivermos, efetivamente, proporcionado por intermédio de uma técnica terapêutica eficaz, que o mesmo elaborasse internamente a sua consciente reação a um estado psíquico cujas origens estão sintonizadas na sua infância...

Em muitos casos que tratamos, o paciente inconscientemente ainda fixado em traumas infantis, sente-se vítima de algo que ele ainda desconhece por inteiro. No entanto, "sente", e foi por esse motivo que ele nos procurou para libertar-se das amarras psíquicas que o mantém cativo a um estado psico-espiritual. E a nossa função é criar, através do método psicoterapêutico em desenvolvimento, condições reais para que ele próprio providencie a sua libertação. É a auto-conscientização, ou seja, quando ele compreende que até então fora vítima ou refém das repercussões psíquicas de seus traumas infantis.

Não queremos gerar futuros problemas de relacionamento com nossos filhos adolescentes ou adultos? Então tratemos de dispensar a eles, enquanto ainda são psiquismos que absorvem todas as impressões vindas dos pais, a atenção e a participação mínima necessária em suas vidas (...)

Não esqueçamos que o autoconhecimento começa pela solução dos nossos problemas mais imediatos, para depois, através das conexões interdimensionais que são inerentes à multidimensionalidade da natureza humana, alcançarmos o âmbito da transcendência. E esse processo, necessariamente, passa pela importância que a infância (e a educação...) representam no contexto das múltiplas vivências do ser inteligente.


Flavio Bastos

Psicanalista Clínico e Interdimensional

domingo, 8 de março de 2009

TIRANIA INFANTIL


Difícil castigar os filhos, já que os encarregamos de encenar a continuação feliz de nossas vidas


Nossa cultura social atual, nos tem levado ao desespero quando nos deparamos com a TIRANIA INFANTIL, ou seja, sobre as crianças que os pais não conseguem controlar e que, de fato, controlam seus pais. Muitos chegam ao consultório pedindo "socorro", "não sei mais o que fazer!" entre tantas outras expressões que evidenciam o caos em que as familias se encontram.

CONTARDO CALLIGARIS é psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha de São Paulo. Italiano, hoje vive e clinica entre Nova York e São Paulo, diz:

"Não é o caso de estranhar: o desespero dos pais que não conseguem controlar suas crianças é a consequência extrema de traços culturais específicos de nossa época.
1) A tirania infantil é o regime no qual vivemos: ela foi decretada há 200 anos, no mínimo. A partir do fim do século 18, acreditando ou não que haja uma vida no além, a gente começou a considerar que a morte é o fim da única vida que importa: a nossa. A continuidade da espécie, do vilarejo, do sobrenome, da alma ou da torcida organizada de nosso time pararam de ser um consolo: "Quando eu morro, a coisa acaba". Só uma exceção: as crianças, que se tornaram, para nós, a única forma concreta de sobrevivência: "Morro, tudo acaba, mas os filhos me continuam, eles jogarão por mim os tempos suplementares de minha vida".

2) Um efeito imediato dessa mudança cultural é que passamos a querer que as crianças sejam (ou pareçam) sempre "felizes". Desejamos que elas encenem a felicidade de nossa vida "futura", ou seja, de nossa vida como esperamos que ela continue depois da nossa morte. Por consequência, educar se tornou impossível: sei que, a longo prazo, Joãozinho e Mariazinha se darão melhor na vida se ele parar de fazer cocô na sala e ela deixar de visitar a cama dos pais a cada noite, mas negar-lhes esses "prazeres" significa encarar um espetáculo de choros, gritos e raiva. Como aguentar a infelicidade daqueles que são encarregados de me mostrar desde já a felicidade que eu não tive, mas que terei post mortem?
Frustrar os filhos significa admitir que nossas frustrações sobrevivem à gente, que, de uma maneira ou de outra, elas continuam na nossa descendência.
3) Na mesma época em que as crianças se tornaram representantes de nossa vida além da morte, começamos a organizar nossa sociedade pelos sentimentos. Não só nos casamos por amor, mas até nossos laços de sangue pouco valem sem os afetos. Passamos de um mundo em que havia laços com ou sem sentimentos (tanto fazia) a um mundo em que os sentimentos são condição dos laços.
Por exemplo, para ser pai ou mãe é preciso ser reconhecido e amado como pai ou mãe; o respeito não é gratuito nem "natural": ele é ganho como se ganha o afeto do outro em qualquer relação. Os pais modernos devem, em suma, conquistar (e manter) seu lugar no coração e na cabeça dos filhos. Sem isso, eles param de ser pais. Portanto, a cada vez que eles impõem um castigo ou fincam o pé, eles são corroídos pelo medo de perder seu próprio lugar de pai e mãe, porque a) as crianças poderiam deixar de amá-los; b) eles mesmos estariam, naquele instante, deixando de amar suas crianças. Certo, na hora da irritação, amamos menos nossos rebentos; problema: se o amor é condição dos laços, eis que a família é ameaçada de dissolução por nossa "severidade". Castigar parece valer como uma expulsão do lar.
Por isso, os pais não conseguem castigar sem culpa, e as crianças castigadas, por exemplo, fogem de casa, entendendo que seu lugar não é mais ali.
4) Como se não bastasse, o castigo é imediatamente acompanhado por seu contrário. Os pais tentam se impor e se fazer valer (recorrendo, exasperados, até à força), mas, com isso, receiam perder o amor da criança e seu amor por elas, ou seja, receiam acabar com a família. Logo, quando eles castigam, querem imediatamente "reparar" o amor: a educação se transforma assim numa alternância repentina de pancadas e mimos.
Tranquilize-se: as crianças não enlouquecem; mas se tornam, isso sim, manipuladoras, ou seja, aprendem a produzir elas mesmas a alternância que desejam: "Castigue-me, que estou a fim de um mimo".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O CÉREBRO NA VIDA ADULTA



Vale a leitura, pois nós todos pensamos que o tempo passa cada vez mais rápido. Assim, dá prá tentar entender...


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... são apagados de sua noção de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações.. Enfim... As experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar
Quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... Em outras palavras...... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR E VA em
tAmaNhos diFeRenTes e em CorES
di f E rEn tEs
!


CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE.....
V-I-V-A!!


Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal " Estado de São Paulo")

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O NÓ DO AFETO




Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo,durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo.

Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família.
Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.
E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com os nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo de escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você? Já deu algum nó afetivo no lençol do seu filho hoje?

(texto recebido por email)

Pense nisso!

Se você é um desses pais ou dessas mães que realmente precisam se ausentar do lar para prover o sustento da família, lembre-se que você pode encontrar a sua própria maneira de garantir a seu filho a sua presença.

Você pode encontrar um jeito de dizer a ele o quanto ele é importante na sua vida e o quanto você o ama.

Mas lembre-se da linguagem do coração. Dessa linguagem que pode ser sentida, apesar da distância física.

E procure apertar os laços do afeto, pois estes são os verdadeiros elos que nos unem aos seres que amamos.

Pense nisso, mas, pense agora!


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

BORBOLETAS ( letra da música do video: Karina - A menina que sonhava)


Luciana Mello

Composição: Jair de Oliveira

Borboletas são tão belas o que seria delas
Se não pudessem voar?
O céu e as estrelas não poderiam vê-las passar
Lá fora eu vejo um mundo
E sinto lá no fundo
Que aqui não é o meu lugar
Eu sou pequenininha e fico aqui sozinha a sonhar
O meu coração me diz
Que um dia ainda vou ser feliz
Voar para bem longe como eu sempre quis
Um dia eu tive a chance de ter ao meu alcance
O que fez transformar
Sonho em realidade, escuridão em brilho no olhar
Eu vi que na verdade
A dor um dia pode ter fim
Achei a liberdade, ela tava dentro de mim
O meu coração me diz
Agora eu já sou feliz
Voei para bem longe como eu sempre quis

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

AMIZADE NA INFÂNCIA




A amizade tem um papel muito importante na vida das pessoas, são laços de afeto que nos sustentam a vida inteira. Laços estes, que nos permitem conforto nos momentos tristes, dividindo nossas alegrias, aprendendo o sentido de cooperação, lealdade e solidariedade. A infância é um momento onde isso pode ser descoberto, através das brincadeiras de bonecas, pega-pega, jogos de vôlei, futebol.

Essas relações proporcionam à criança a descoberta de muitos aspectos sobre a convivência em grupo, como por exemplo, a percepção de estar junto com o outro, o respeito, a questão do limite, uma vez que para se relacionar é necessário seguir algumas regras.

O relacionamento nesta fase é um aprendizado, pois a criança adquire um conhecimento melhor de si mesma e do mundo. É um aprendizado construído na proporção que a criança amadurece.

Equipe Brasil Escola

Sugestão aos pais: Acompanhem as amizades de seus filhos. Participem juntamente com eles sempre que possível. O diálogo e os bons conselhos ajudam na construção da convivência e do respeito às diferenças. Seja AMIGO dos AMIGOS de seus filhos. Confiar é crescer com responsabilidade! É criar um referencial de boas atitudes que servirão como base para o desenvolvimento de futuros valores .

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


Uma palmada bem dada

CECÍLIA MEIRELES

É uma menina manhosa
que não gosta de rosa,

que não quer a borboleta
porque é amarela e preta,

que não quer maçã nem pera
porque tem gosto de cera,

que não toma leite
porque lhe parece azeite,

porque mingau não toma
porque é mesmo goma,

que não almoça nem janta
porque cansa a garganta,

que tem medo de gato
e também de rato,

e também de cão
e também do ladrão,

que não calça meia
porque dentro tem areia,

porque não toma banho frio
porque tem medo de arrepio,

que não quer banho quente
porque calor sente,

que a unha não corta
porque sempre fica torta,

que não escova os dentes
porque ficam dormentes,

que não quer dormir cedo
porque sente imenso medo,

que também tarde não dorme
porque sente um medo enorme,

que não quer festa nem beijo,
nem doce nem queijo...

Ó menina levada
quer uma palmada?
Uma palmada bem dada
pra quem não quer nada!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PERFEIÇÃO DE DEUS- Uma história real





No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino
de crianças especiais.
Algumas crianças ali permanecem por toda a vida
escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum..
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes .
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
-Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que Deus faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus? '
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
- Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
- Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol.
Pedro perguntou-me:
- Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de
equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
- Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.
Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido... mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou:
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
- Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
- Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
- Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!






segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FAMÍLIA MOUSQUER - Uma imigração francesa no sul do Brasil


O "evento" acontecerá no dia 17/12, das 19h - 21h, na Cafeteria Monjolo, mezanino do Centro Cultural CEEE Érico Verissimo.
Rua dos Andradas 1223 (Rua da Praia)
Centro de Porto Alegre
Espero-os. É um convite simples e informal assim como será o encontro e como é o livro sobre nossa família.


Em Santo Ângelo, Zélce Darclé Mousquer estará dia 20/12 -sábado, 18:30 horas, na Cafeteria do Cisne.