terça-feira, 26 de junho de 2012

O que é a Síndrome de Déficit de Atenção e como lidar com ela.



 
SDA (Síndrome de Déficit de Atenção) é o nome que se dá a uma condição em que a pessoa, quando comparada a outra, da mesma idade e sexo, mostra uma sensível redução de habilidades para manter a atenção, controlar suas ações ou dizer algo sem pensar, regular as atividades físicas de acordo com a situação, ser motivada a ouvir os outros e compreender e acatar o que lhe foi dito.

A SDA é causada por uma pequena disfunção cerebral que torna a pessoa incapaz de pensar claramente, de ter um humor estável, de manter as fantasias e impulsos sob controle, de estar satisfatoriamente motivada na vida e de regular essa energia na proporção correta, dentro da situação em que se encontra.

Estudos comprovam que, além da falta de atenção, impulsividade, irritabilidade, intolerância e frustração são alguns sintomas de quem é portador de SDA e que acabam tendo maior tendência à depressão e uso de drogas e álcool.

A maioria são pessoas hiperativas, com dificuldade de aprendizagem, mesmo quando têm inteligência acima da média.

Um dos problemas mais graves a serem enfrentados é a discriminação de professores,colegas e até da família. Os pais, muitas vezes, criam um ambiente de tensão, ao exigirem que elas se comportem ou dêem respostas como as outras.

Tudo isso contribuiu para que as pessoas nessas condições tenham autoestima baixa e passem a exigir atenção especial de pais e educadores pois elas nem conseguem ficarpor muito tempo paradas ou em silêncio.

Se é hiperativa, a pessoa com SDA sofre ainda com o aumento das suas reações emocionais e por não reconhecer seus limites, sendo que em ambiente estressante o problema tende a se agravar.

Outros sintomas: desorganização, esquecimento, falta de senso de horário, criatividade e inteligência mas com pouco rendimento, dificuldade de concentração, para seguir ordens ou direção, para aguardar sua vez em filas ou para participar de jogos, para ouvir os outros sem interromper e para não se distrair facilmente.

De "Disfunção Cerebral Mínima" como era conhecido, o problema passou a ser considerado, mais recentemente, como déficit ou distúrbio de atenção. E mesmo o conceito de déficit está mudando, com a inclusão de qualidades como criatividade, alta inteligência, senso de intuição e habilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Hoje sabe-se que pessoas como Steven Spielberg, Thomas Edson, Einstein, Leonardo da Vinci, Walt Disney, John Lennon, Louis Pasteur e tantos outros que se destacaram pela genialidade tinham SDA.





A SDA é um problema que atinge nada menos do que 1/3 da população mundial, segundo levantamento realizado recentemente por especialistas dos Estados Unidos.

No Brasil, onde a problemática não é diferente, já se sabe que pelo menos 10% da população infantil sofre com os sintomas mais graves dessa síndrome.

Segundo informações da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil essetranstorno afeta um grande número de crianças, comprometendo o desempenho escolar, dificultando as relações interpessoais e provocando baixa auto-estima.

A dificuldade em conviver com essa situação é provocada mais pela falta de informaçãoe de compreensão dos pais e educadores, pois a questão é entender como são essas pessoas e como elas se comportam.

A partir do diagnóstico, a solução torna-se possível com a adoção de medidas que incluem um novo direcionamento na sua educação, não apenas na escola, mas em casa e em outros ambientes, sempre procurando uma acomodação de acordo com as suas necessidades. Também é fundamental que esse trabalho educacional seja integrado, incluindo pais e professores, com uma grande dose de compreensão, determinação, perseverança e paciência.




Como lidar com alunos agitados e dispersivos
Uma criança com Síndrome de Déficit de Atenção (SDA) na sala de aula deixa qualquer professor frustrado. Ela não para quieta, não presta atenção, distrai os colegas e prejudica o andamento da aula. Seu desempenho escolar é, na maioria das vezes, vergonhoso.
Estudos feitos nos Estados Unidos trazem boas notícias: é possível amenizar os sintomas da SDA através de estratégias de intervenção no comportamento. Uma aula onde a professora oferece feed-back frequente e supervisiona os alunos um por um, por exemplo, ajuda a manter a criança atenta. O mesmo acontece quando as tarefas são dinâmicas e criativas. Tarefas repetitivas e pouco retorno, por outro lado, favorecem o aparecimento dos sintomas.
Segundo os estudos, o professor obtém bons resultados:
- organizando as carteiras em círculo (ao invés de fileiras);
- propondo tarefas ativas (criar, construir), não passivas (preencher, responder);
- adotando um ritmo dinâmico nas aulas e criando oportunidades para os alunos participarem;
- fornecendo aos alunos um programa com as atividades do dia;
- usando recursos e formas de apresentação inusitados;
- elogiando o aluno quando ele demonstrar esforço e castigando-o quando ele sair da linha (ele deve saber que o mau comportamento traz consequências).
Outras dicas:
- Seja claro e objetivo ao definir as regras de comportamento dentro da sala de aula
- O aluno deve receber retorno não somente depois de terminar uma tarefa, mas enquanto estiver trabalhando
- Quando der instruções, peça para o aluno com SDA repetí-las para a classe
- Peça para o aluno fazer uma avaliação de seu comportamento e depois compará-la à sua.
- Professor e aluno podem, juntos, estabelecer metas e medir o progresso feito; o desafio motiva crianças com SDA.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Transtorno Desafiador Opositivo

  
  • Características Diagnósticas
          A característica essencial do Transtorno Desafiador Opositivo é um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, que persiste por pelo menos 6 meses e se caracteriza pela ocorrência freqüente de pelo menos quatro dos seguintes comportamentos:
- perder a paciência, discutir com adultos, desafiar ativamente ou recusar-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos , deliberadamente fazer coisas que aborrecem outras pessoas, responsabilizar outras pessoas por seus próprios erros ou mau comportamento, ser suscetível ou facilmente aborrecido pelos outros, mostrar-se enraivecido e ressentido, ou ser rancoroso ou vingativo.
        Os comportamentos negativistas ou desafiadores são expressados por teimosia persistente, resistência a ordens e relutância em comprometer-se, ceder ou negociar com adultos ou seus pares. O desafio também pode incluir testagem deliberada ou persistente dos limites, geralmente ignorando ordens, discutindo e deixando de aceitar a responsabilidade pelas más ações. A hostilidade pode ser dirigida a adultos ou a seus pares, sendo demonstrada ao incomodar deliberadamente ou agredir verbalmente outras pessoas (em geral sem a agressão física mais séria vista no Transtorno da Conduta).
       As manifestações do transtorno estão quase que invariavelmente presentes no contexto doméstico, mas podem não ser evidentes na escola ou na comunidade. Os sintomas do transtorno tipicamente evidenciam-se mais nas interações com adultos ou companheiros a quem o indivíduo conhece bem, podendo assim não serem perceptíveis durante o exame clínico. Em geral, os indivíduos com este transtorno não se consideram oposicionais ou desafiadores, mas justificam seu comportamento como uma resposta a exigências ou circunstâncias irracionais.
  • Características e Transtornos Associados
           As características e transtornos associados variam em função da idade do indivíduo e gravidade do Transtorno Desafiador Opositivo. No sexo masculino, o transtorno é mais prevalente entre aqueles indivíduos que, nos anos pré-escolares, têm temperamento problemático (por ex., alta reatividade, dificuldade em serem acalmados) ou alta atividade motora. Durante os anos escolares, pode haver baixa autoestima, instabilidade do humor, baixa tolerância à frustração, blasfêmias e uso precoce de álcool, tabaco ou drogas ilícitas. Existem, freqüentemente, conflitos com os pais, professores e companheiros. Pode haver um círculo vicioso, no qual os pais e a criança trazem à tona o que há de pior um do outro. O Transtorno Desafiador Opositivo é mais prevalente em famílias nas quais os cuidados da criança são perturbados por uma sucessão de diferentes responsáveis ou em famílias nas quais práticas rígidas, inconsistentes ou negligentes de criação dos filhos são comuns. O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é comum em crianças com Transtorno Desafiador Opositivo, bem como os Transtornos da Aprendizagem e da Comunicação.
  • Características Específicas à Idade e ao Género
          Uma vez que o comportamento oposicional temporário é muito comum em crianças pré-escolares e adolescentes, deve-se ter cuidado ao fazer o diagnóstico de Transtorno Desafiador Opositivo, especialmente durante esses períodos do desenvolvimento. O número de sintomas de oposição tende a aumentar com a idade. O transtorno é mais prevalente em homens do que em mulheres antes da puberdade, mas as taxas são provavelmente iguais após a puberdade. Os sintomas em geral são similares em ambos os gêneros, à exceção do fato de que os homens podem apresentar mais comportamentos de confronto e sintomas mais persistentes.
PrevalênciaAs taxas de Transtorno Desafiador Opositivo são de 2 a 16%, dependendo da natureza da amostra populacional e métodos de determinação.
       O Transtorno Desafiador Opositivo em geral manifesta-se antes dos 8 anos de idade e habitualmente não depois do início da adolescência. Os sintomas opositivos freqüentemente emergem no contexto doméstico, mas com o tempo podem aparecer também em outras situações. O início é tipicamente gradual, em geral se estendendo por meses ou anos. Em uma proporção significativa dos casos, o Transtorno Desafiador Opositivo é um antecedente evolutivo do Transtorno da Conduta.
  • Padrão Familiar
       O Transtorno Desafiador Opositivo parece ser mais comum em famílias nas quais pelo menos um dos pais tem uma história de Transtorno do Humor, Transtorno Desafiador Opositivo, Transtorno da Conduta, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno da Personalidade Anti-Social ou um Transtorno Relacionado a Substâncias. Além disso, alguns estudos sugerem que as mães com Transtorno Depressivo estão mais propensas a terem filhos com comportamento oposicional, mas não está claro o grau em que a depressão materna é causa ou conseqüência do comportamento oposicional nas crianças. O Transtorno Desafiador Opositivo é mais comum em famílias nas quais existe séria discórdia conjugal.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

WISC III: Escala de Inteligência Wechsler para crianças





 Postagem para atender solicitação de uma mãe , que está preocupada e em busca de saber mais sobre este teste, pois o neurologista de sua filha solicitou a  realização do mesmo.








Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC) e tem por finalidade avaliar a capacidade intelectual de crianças. O WISC-III é composto por 13 subtestes, sendo 12 deles mantidos do WISC-R e um novo subteste, Procurador de Símbolos, organizados em dois grupos: Verbais e Perceptivos-motores ou de Execução, que são aplicados nas crianças em ordem alternadas, ou seja, um subteste de Execução e depois um subteste verbal e vice-versa. Os Subtestes Verbais são compostos pelos itens: Informação, Semelhanças, Aritmética, Vocabulário, Compreensão e Dígitos, enquanto que os subtestes de Execução são formados pelos itens: Completar Figuras, Código, Arranjo de Figuras, Cubos, Armar Objetos, Procurar Símbolos e Labirintos. Na elaboração do WISC-III, muitas investigações foram realizadas (teóricas e empíricas) e, embora tenham sido realizadas melhoras substanciais e acrescentado importante número de itens novos, as características fundamentais do WISC e do WISC-R mantiveram-se iguais no WISC-III.
Como no WISC-R, o WISC-III, é formado por diversos sub-testes que avaliam diferentes aspectos da inteligência, sendo o desempenho das crianças nesses sub-testes resumidos em três medidas que oferecem estimativas da capacidade intelectual das mesmas a saber: QIs Verbal, Execução e Total. O WISC-III oferece também estimativas de quatro escores opcionais de índices fatoriais, sendo que, o desempenho da criança nos subtestes resulta em três medidas: escore em QI Verbal, escore em QI de Execução e QI Total.
A Escala de Inteligência Wechsler para Crianças WISC-III, foi desenvolvida levando em consideração a concepção da inteligência como uma entidade agregada e global, ou seja, capacidade do indivíduo em raciocinar, lidar e operar com propósito, racionalmente e efetivamente com o seu meio ambiente. Por esta razão, os subtestes foram selecionados com o objetivo de investigar muitas capacidades mentais diferentes, mas que juntas, oferecem uma estimativa da capacidade intelectual geral da criança.
Como medida da capacidade intelectual geral, o WISC-III pode ser utilizado para diferentes finalidades, como por exemplo: avaliação psicoeducacional, diagnóstico de crianças excepcionais em idade escolar, avaliação clínica, neuropsicológica e pesquisa. Além disso, o instrumento pode ser útil não apenas para diagnósticos de deficiências ou avaliações de uma criança, mas também para identificar as forças e fraquezas do sujeito e fornecer informações relevantes para a elaboração de uma programação educacional específica para cada caso.


 Adaptação do texto de  Maria Beatriz Zanarella Cruz que relizou  pesquisa com crianças em programas para superdotados intelectuais, com deficiências mentais e com distúrbios de aprendizagem.

domingo, 27 de maio de 2012

Déficit de atenção e hiperatividade - TDAH

Déficit de atenção e hiperatividade: será que seu filho tem?

Saiba, de uma vez por todas, o que é mito e o que é verdade em relação ao TDAH

Por Jeanne Callegari

Lais Dias
De um lado os especialistas atestam a gravidade da doença e prescrevem medicamentos para as crianças. De outro, jornais e revistas chegam a questionar a existência do distúrbio. Não é à toa que os pais estão confusos. Apesar disso, não há motivo para desespero. O TDAH é um dos mais bem estudados transtornos da psiquiatria: mais de 8 mil pesquisas já foram realizadas sobre o tema.

Mas, afinal, o que é TDAH? Com certeza, você conhece alguém com o perfil: o menino que não pára quieto, a menina avoada, no mundo da lua. Os dois comportamentos são expressões de um transtorno neurobiológico. Crianças com TDAH têm menos atividade elétrica e reagem menos a alguns estímulos, além de terem partes do cérebro menores que o normal. Também têm dificuldade de regular dopamina e norepinefrina, substâncias essenciais para a concentração e o controle de impulsos.

O TDAH é classificado em três subtipos. O predominantemente desatento é aquele que, apesar de ter sintomas de hiperatividade, apresenta mais os de desatenção. É a criança que não consegue se concentrar para copiar a matéria ou fazer a tarefa. Vai mal na prova porque não lê os enunciados direito. Está sempre no mundo da lua e não termina o que começa. Embora seja o tipo mais comum, aparece menos nas clínicas, porque acriança não dá trabalho, mal é notada. Pode passar horas em uma atividade de que goste, como desenhar ou jogar videogame, mas terá dificuldade em áreas menos atraentes.

Já a criança que tem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade não pára quieta. Seu comportamento é excessivo. Arrisca-se mais que o normal para a idade, corre e fala sem parar, age sem pensar. Os pais não podem deixar de prestar atenção nela um minuto, porque o risco de se machucar é muito grande. É o tipo mais raro. Já o tipo combinado é uma mistura dos dois.

Todo mundo tem alguns desses sintomas, mas isso não basta para se diagnosticar TDAH. É preciso que ocorram com freqüência bem maior que nas outras pessoas. Além disso, é fundamental que atrapalhem as principais atividades da vida. Alguns indivíduos conseguem tirar notas boas e ir bem na profissão. Mesmo assim, algum dano ocorreu em outra área, como a social e a pessoal.





 http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI3345-15130,00.html

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mães...






> Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
> Desconstruir alguns mitos.
> Não, não precisa se preocupar.
> Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
> Vamos lá:
>
> MÃE É MÃE: mentira !!!
> Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
> Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
> Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
> Também é cozinheira e lavadeira.
> Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
> Mãe às vezes também é pai.
> Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
> Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero
> de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
> Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima,
> antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também
> namora, trabalha, adora dançar.
> Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã
> de aeróbica, mergulhadora.
> Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
> Mãe já foi mãe, agora é mãe também.
>
> MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
> Sabe por quê?
> Claro que sabe!
> Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
> De certa forma, tem duas mães.
> Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
> Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
> E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
> Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma
> deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco
> mães.
> Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto
> maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser
> uma forma de exercer a maternidade.
> O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.
>
> SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
> Que paraíso, cara-pálida?
> Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não
> entram.
> Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e
> aborrecida outras tantas, vamos combinar.
> Quanto a padecer, é bobagem.
> Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra
> amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
> Por exemplo?
> Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da
> festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
> você não tem a mínima idéia de onde fica.
> Aí a barra é pesada, pode crer...
>
> MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
> Maternidade não é serviço militar obrigatório!
> Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
> Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não
> tê-los, como sabê-los?
> Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
> Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
> Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação,
> vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida
> mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
> Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de
> Fernando Pessoa.
> É difícil, mas acontece.
> MAMÃE, EU QUERO: verdade!
> Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.
> 5 anos: "Mamãe, te amo."
> 11 anos: "Mãe, não enche."
> 16 anos: "Minha mãe é tão irritante."
> 18 anos: "Eu quero sair de casa."
> 25 anos: "Mãe, vc tinha razão."
> 30 anos: "Eu quero voltar pra casa da minha mãe."
> 50 anos: "Eu não quero perder a minha mãe."
> 70 anos: "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."...

Martha Medeiros

terça-feira, 15 de maio de 2012

Hidrocefalia


O termo hidrocefalia vem do Grego e significa "água na cabeça".
Na realidade a água é liquido cefalorraquidiano (adiante designado por LCR), um líquido claro que é constantemente produzido nas cavidades, ou ventrículos, no interior do cérebro.
Ele passa de um ventrículo para o seguinte (quatro no total) através de canais estreitos, circulando depois na superfície do cérebro - uma pequena parte desce pela spinal-medula - e é absorvido no sistema sanguíneo.

Esta absorção realiza-se por veias especializadas dentro do crânio as quais têm uma superfície semelhante a uma peneira.
Apesar de muito mais lentamente que a circulação do sangue, o LCR está em constante produção, circulação e reabsorção.

A hidrocefalia pode resultar de excesso de produção de LCR (muito raro), ou quando é impedida a sua circulação ou absorção.
Nesta situação, em que o LCR é constantemente produzido mas não consegue circular, ele acumula-se e causa um aumento da pressão no interior do cérebro.
Os ventrículos incham e o tecido cerebral pode vir a sofrer lesões.

A hidrocefalia é classificada como comunicante ou não comunicante conforme exista uma deficiência na absorção do LCR no final do sistema ou haja um bloqueio à circulação do LCR dentro do sistema ventricular.


O que causa a Hidrocefalia
A Hidrocefalia é causada pela impossibilidade do LCR ser drenado para o sistema sanguíneo.

Existem vários motivos pelos quais isto pode acontecer.
Grande Prematuridade – Os bebés nascidos prematuramente correm o risco de desenvolverem hidrocefalia.
Spina Bifida – A maior parte dos bebés nascidos com Spina Bífida têm hidrocefalia.
Para além das lesões da spinal medula existem anomalias na estrutura de certas partes do cérebro, que se desenvolvem antes do nascimento e que impedem a drenagem correcta do CSF.
Genética – Em circunstâncias muito raras a hidrocefalia está ligada a factores hereditários.
Hidrocefalia Congénita – Isto significa que a hidrocefalia já está presente na altura do nascimento. É importante salientar que este termo não implica que a hidrocefalia seja hereditária. Muitas vezes a causa exacta da hidrocefalia congénita não pode ser determinada.

Podem existir ainda outras formas de hidrocefalia tais como:
• Hemorragia Cerebral
• Meningite
• Tumores
• Outras causas raras


Como tratar a hidrocefalia
A maior parte das hidrocefalias requerem tratamento o qual normalmente é cirúrgico.
O tratamento habitual é a introdução de uma Derivação.
É importante perceber que a derivação não cura a hidrocefalia e os danos que tenham sido provocados no tecido cerebral mantêm-se.
A derivação controla a pressão dos ventrículos, drenando o LCR em excesso e evitando assim que a situação piore.
Os sintomas causados pela pressão elevada habitualmente melhoram, mas outros problemas relativos à destruição de tecido cerebral mantêm-se.

As derivações consiste na introdução de um tubo que permite a drenagem do LCR dos ventrículos no cérebro até ao abdómen (ventriculo-peritoneal ou VP derivação) e daí o LCR é absorvido pela corrente sanguínea.


Que complicações podem surgir com a derivação?
Apesar de todos os avanços, a derivação pode ter complicações.
Estas podem ser classificadas em subdrenagem, sobredrenagem e infecções.

A Subdrenagem, que ocorre quando o líquido não é removido com a rapidez necessária e os sintomas da hidrocefalia voltam a surgir, é um dos problemas mais frequentes.
Deve-se habitualmente a um bloqueio num dos tubos, embora também possa ser por a derivação se partir ou as partes ficarem desconectadas. Raramente se deve à válvula que habitualmente funciona sem problemas durante muitos anos.

A Sobredrenagem ocorre quando a derivação permite que a quantidade de LCR drenada dos ventrículos seja superior à sua produção.
Se isto acontecer abruptamente, habitualmente pouco tempo após a colocação da derivação, os ventrículos causam um desabamento, rasgando delicados vasos sanguíneos no cérebro, causando uma hemorragia, que muitas vezes necessita de tratamento cirúrgico.

Se a sobredrenagem for mais gradual, os ventrículos desabam progressivamente até ficarem semelhantes a uma fenda (slit ventricles). Esta situação habitualmente interfere com o funcionamento da derivação causando o problema oposto: reaparece uma elevada pressão de LCR, mas infelizmente os ventrículos não aumentam de tamanho, conduzindo a uma situação em que há uma elevada pressão de LCR, com dores de cabeça, vómitos, etc., mas a observarem-se ventrículos muito pequenos nos exames.

A infecção deve-se, a maior parte das vezes, à passagem, durante a operação, de bactérias da pele para o LCR ou para a derivação. Os cuidados e a experiência da equipa médica é um dos mais importantes factores para a redução da taxa de infecção para o mínimo. No entanto, mesmo nas melhores equipas as infecções ocorrem.


A que sintomas devemos estar atentos?
Os sintomas variam entre indivíduos por isso a existência de anteriores problemas com a derivação são normalmente um bom guia para sabermos o que procurar.

Possíveis sinais de bloqueio agudo da derivação podem incluir:
• Vómitos,
• Dores de cabeça,
• Tonturas,
• Sensibilidade à luz e outros distúrbios visuais.

Possíveis sinais de bloqueio crónico da derivação podem incluir:
• Fadiga,
• Mal estar geral,
• Problemas percepto-visuais,
• Mudanças de humor e diminuição do rendimento escolar.


Quais os efeitos da hidrocefalia?
Podem surgir dificuldades de aprendizagem associadas à hidrocefalia tais como problemas de concentração, raciocínio e de memória de curto prazo.
A hidrocefalia pode ainda resultar em problemas mais subtis como problemas de coordenação e na capacidade de motivação e organização.

Efeitos físicos como problemas de visão e puberdade precoce também podem ocorrer. Muitos destes efeitos podem ser compensados através de estratégias de ensino ou tratamento adequado

(ASBIHP )

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ansiedade

 ANSIEDADE : COMO ENFRENTAR A DOENÇA DO SÉCULO


Para se livrar da ansiedade, em primeiro lugar é preciso entendê-la. A ansiedade é o resultado de um processo de aceleração de nossa mente. Ela é desencadeada pelo contato com o novo, com o desconhecido que, geralmente, representa uma ameaça para a nossa estabilidade. Ao preferir o conhecido, a mente humana cria a ilusão de que temos que controlar tudo. Nos infringe a obrigação de antecipar os acontecimentos das nossas vidas, como se isso fosse nos livrar de todos os males. Quando as sensações de instabilidade e de insegurança são classificadas em nossa mente como algo desagradável, das quais temos que nos livrar o mais rapidamente possível, começam a surgir os quadros ansiosos. Pensamentos negativos, associados à sensação de perigo iminente, agitação e inquietação são algumas das tensões psíquicas que fazem parte desse processo. Outros sintomas podem ser físicos: sudorese, boca constantemente seca, dores de cabeça, sensação de desmaio, aumento da intensidade e freqüência dos batimentos cardíacos, entre outros.

Vamos exemplificar:
Imaginemos a pessoa que vai fazer uma entrevista para um novo emprego no dia seguinte. Ela não conhece o entrevistador, não sabe qual a empresa que esta requerendo os seus serviços e não sabe exatamente o que ela deve falar para obter o emprego. Mais do que isso, não tem como obter todos estes dados na véspera da entrevista. A mente começa: “... o que eu devo falar?... como será o entrevistador?... qual será o perfil da empresa?...” e começa a acelerar em busca das respostas que não estão contidas dentro dela. Dá-se o looping da ansiedade, pois quanto mais a mente não acha respostas dentro de si, dentro do pensamento, das experiências anteriores, mais ela se acelera, mais ela busca o controle e mais vai se acentuando a sensação de pressa. Assim, os sintomas da ansiedade vão se impregnando sobre o individuo e prejudicando o seu rendimento na entrevista.
Posto o problema, como lidar com a questão, como diminuir ou eliminar os efeitos dilacerantes da ansiedade sobre nós?
Para a ansiedade diminuir é preciso diminuir a atividade mental. A desaceleração da mente gera uma sensação de paz de espírito e de calma.
1 - Respire fundo, lenta e compassadamente pelo maior tempo que você for capaz, pois isto ajuda a desacelerar fisiologicamente o cérebro e por conseqüência a mente.
2- Entenda que quando um problema novo se configura a sua frente, a solução não esta na sua mente, não esta no seu pensamento, e sim no fato em si. Quando for possível, olhe para o novo, procure entendê-lo, aumente as suas informações e o seu conhecimento sobre ele. Não busque referencias anteriores, pois isto aumentara a sua ansiedade. Se não for possível olhar para o problema (como no exemplo da entrevista) procure não pensar nele, tente distrair a sua mente com outra coisa, brigue com ela para não pensar na entrevista e em suas conseqüências.
3-Aceite a falta de controle, abra mão da prepotência da sua mente e entenda que não somos deuses superpoderosos que tudo podemos controlar. Uma parte de nossa vida tem que entregar a Deus, ao destino a sorte e... Seja o que Deus quiser...
4 - Problemas e novidades se resolvem com ação e não com pensamento, é preciso fazer o melhor que esta a nosso alcance, focado, ligado no real. O que esta além do nosso melhor esforço não podemos controlar.
5 - Aceitar a possibilidade de perder, não querer ganhar a qualquer custo, pois isto acelera a mente e aumenta e muito a chance de derrota.
6 - Aceite conviver com a insegurança quando ela surgir a sua frente, não queira se livrar dela, não tenha pressa. Quanto mais você aceitar conviver com a insegurança, mais calmamente ela ira embora e mais a sua mente se acalmara. Quanto mais você tentar se livrar dela, mais ela se tornara ansiedade.
7 - Não se deixar enganar pela mente. Quando ela ficar buzinando internamente que o pior vai acontecer, usar a palavra mágica: “Seja o que Deus quiser...”. “Dane-se”.
Resumindo, mente acelerada é mente desequilibrada. Para livrar-nos da ansiedade, devemos aprender a escapar do seu domínio.



Revista Isto É Gente



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ansiedade Infantil/Juvenil


No mundo atual, regido pelo imediatismo e onde, todos os dias, são várias as exigências sociais impostas, numa crescente disputa por um lugar ao sol, tornaram-se comuns o surgimento de patologias associadas ao stress e à ansiedade. Porém, ao contrário do que se possa pensar, não são apenas os adultos que se encontram vulneráveis a estes fatores causadores de perturbações psicológicas, afetivas e comportamentais. Também as crianças e jovens são vítimas deste mal da atualidade, dando origem, assim, ao conceito de Ansiedade Infantil.

Mas o que é a Ansiedade?


De um modo geral, a Desordem de Ansiedade caracteriza-se por um estado de ansiedade crônico, habitualmente infundado, intenso para além do considerado normal ou desproporcional em relação aos fatos/acontecimentos que se encontram na sua origem.


Habitualmente, expressa-se através de uma preocupação excessiva, incontrolável e frequentemente irracional, de tal maneira forte e intensa que interfere na vida e atividades do dia-a-dia da criança ou jovem que sofre desta perturbação.

Muitas vezes, a Desordem de Ansiedade expressa-se através de sintomas físicos, como a fadiga, a agitação, dores de cabeça, náuseas, tensão muscular, dores musculares, dificuldade de engolir, falta de ar ou dificuldade em respirar, tremores, irritabilidade, transpiração excessiva, insônia, perturbações do aparelho digestivo, etc.


Sendo uma das perturbações psicológicas mais comuns nos escalões etários infanto-juvenis, nas crianças a ansiedade exprime-se muitas vezes por um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, que surge associado a uma tensão ou desconforto, e que tem como base a antecipação infundada de perigos inexistentes. Leva a sentimentos de medo, stress e a uma insegurança sem razão aparente.

Contudo, as crianças, em geral, não têm noção do ponto em que os seus medos se tornam exagerados ou irracionais, pelo que é essencial que se leve em conta a duração dos sintomas, a adequação (ou não) dos medos à idade da criança, e a influência dos mesmos nas atividades do dia-a-dia, antes de se partir para um diagnóstico clínico

A ansiedade pode ainda associar-se a outras desordens como sejam problemas comportamentais, depressão, transtornos do desenvolvimento, quebra do rendimento escolar, dificuldades de concentração, entre outros.
De um modo geral, caracteriza-se por um sentimento de desesperança face à incapacidade de prever, controlar ou obter os resultados desejados em determinadas situações ou contextos.

A causa dos transtornos da ansiedade nas crianças e jovens é, muitas vezes, desconhecida e certamente multifatorial, sendo provocada por um conjunto diverso de fatores. O Modelo da Tripla Vulnerabilidade de Barlow, surge exatamente na tentativa de agrupar estes factores, procurando ajudar a prevenir o surgimento desta perturbação.
Assim, segundo Barlow, existem três factores de risco distintos que podem contribuir para o surgimento da Perturbação da Ansiedade:

1. Vulnerabilidade Biológica


Ou seja, a predisposição inata (desde o nascimento) para o surgimento da ansiedade devido a fatores genéticos.
Aqui inclui-se a influência do temperamento, que pode levar ao surgimento de comportamentos e percepções ansiogênicas (ex: Crianças mais medrosas), e da afetividade negativa (sentimentos negativos mesmo na ausência de fatores de stress): baixa autoestima, sentimentos de incapacidade, falta de persistência, dificuldade em lidar com as ‘derrotas’, etc.

2. Vulnerabilidade Psicológica Generalizada


Ou seja, sentimento de perigo ou ameaça incontrolável ou imprevisível; percepção de falta de controle e percepção das experiências como ameaçadoras.
Esta vulnerabilidade tem como base a relação entre a ansiedade e o sentimento de imprevisibilidade, percepção esta que tem origem nas experiências vividas durante os primeiros anos de vida, à medida que a criança vai aprendendo e desenvolvendo diferentes níveis de controle (ou falta deste), sobre os objetos e sobre o mundo externo.

À medida que a criança cresce, estas experiências determinam o surgimento de sintomas ansiogênicos na criança. Crianças que adquirem maiores níveis de controle sobre o mundo exterior têm tendência a ser mais seguras de si e menos medrosas. Por outro lado, crianças que não adquirem elevados níveis de controle sobre o mundo externo têm, logo à partida, uma maior probabilidade de virem a ser mais ansiosas e medrosas.
Como prevenção contra esta vulnerabilidade, salienta-se a importância da modelagem familiar e social (exemplos observados pela criança; em especial os pais, educadores e outras crianças de idades aproximadas), bem como o estilo parental educativo e o tipo de vinculação precoce estabelecido nos primeiros meses de vida.

3. Experiências Diretas ou Vulnerabilidade Psicológica Específica


Ou seja, situações anteriores traumáticas, ou provocadoras de grande ansiedade, como sejam acidentes, morte familiar, divórcio, mudança de casa ou escola, agressão ou maus tratos, entre outros.

A vulnerabilidade psicológica específica encontra-se ainda, muitas vezes, associada a fatores educacionais, como condicionamentos e a transmissão de informação negativa (ex: Uma criança que cresce a ouvir dizer que cães são perigosos manifestará comportamentos ansiogênicos quando se deparar com um cão, ou com outros animais que, para a criança, se assemelhem ao cão. De igual modo, uma criança que é castigada por mexer numa faca, poderá vir a desenvolver medos associados a objectos cortantes.).

Note-se, no entanto, que o aparecimento de um destes fatores de vulnerabilidade não implica que o indivíduo desenvolva uma desordem de ansiedade. Da mesma forma, um indivíduo que demonstre as três vulnerabilidades não é necessariamente um indivíduo ansioso, possuindo sim, um elevado risco de desenvolver uma Desordem de Ansiedade.


A intervenção em casos de Desordem da Ansiedade deve ser o mais precoce possível. De um modo geral, crianças que sofrem de perturbação da ansiedade, e que não são detectadas durante os estádios infanto-juvenis, têm tendência a desenvolver patologias mais graves como: fobias específicas, depressão, desvios comportamentais e comportamentos obsessivo-compulsivos, tanto na adolescência como na vida adulta.

Os pais têm, como sempre, um papel fundamental, tanto na prevenção como na identificação deste tipo de patologia, sendo essencial que se mantenham atentos às flutuações comportamentais dos seus filhos, oferecendo-lhes um ouvido atento sempre que necessário e apoiando-os na resolução de problemas.

Adaptado de Sophia Carpersanti

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Jogos de regra no diagnóstico e na intervenção psicopedagógica



Jogos de regra podem ser um importante instrumento no diagnóstico psicopedagógico.
As situações que surgem durante o jogo – escolhido livremente ou proposto pelo psicopedagogo permitem observar: como o sujeito usa seus próprios recursos cognitivos e expressa suas emoções, como compreende e como aprende instruções e regras do jogo, se aparecem respostas constantes do tipo: “Não sei”, “Não entendi”, “Esse é difícil”, “Mas…tem solução?”, o modo de enfrentar situações novas, o nível de atenção e o foco na tarefa, as indecisões para iniciar, para continuar, como enfrenta as dificuldades, seus esforços, ograu de paciência e persistência nas tentativas e estratégias, o nível de resistência à frustracão, as estratégias que usa para jogar – se faz planejamentos, antecipações,se joga “ao acaso” ou faz escolhas “refletidas”, se explora possibilidades –, o nível de solução de problemas,a lógica usada na busca de soluções, se pede ajuda ou não, se parece admitir que pode contar com a ajuda do psicopedagogo, o nível de autonomia ao jogar – quando já conhece o jogo/quando ainda não conhece o jogo, a ansiedade mobilizada pelo jogo, a agressividade, os medos, conflitos e defesas, como lida com o erro – o erro paralisante e o erro como estímulo para buscar novos caminhos-, os argumentos que usa para justificar os erros e os acertos, como lida com o ganhar e o perder.

Os dados observados nos jogos de regra são analisados e integrados ao conjunto de dados obtidos durante a avaliação psicopedagógica para se chegar à Compreensão Diagnóstica.

Fragmentos de casos clínicos em que jogos de regra são utilizados no diagnóstisco psicopedagógico – como O Jogo da Velha, Quarteto, Resta Um, Cara a Cara, Can Can, Torre de Hanói, A Hora do Rush – são relatados e discutidos.
Os jogos de regra constituem também um dos pilares do trabalho de intervenção psicopedagógica: desempenham uma função estruturante que gera transformações e abre possibilidades de aprendizagem.

O jogo cria um espaço transicional – possibilita “conversar sobre o que realmente importa como se não importasse tanto”.
Ao experimentar acontecimentos totais – como os jogos de regra – a criança/o adolescente recupera a possibilidade de aprender com a experiência e pode transpor essa experiência para outras situações de aprendizagem.

Rosa Maria Junqueira Scicchitano