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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Educação doméstica, dever dos pais ou do professor?


O Termo "VASP" (vagabundos anônimos sustentado pelos pais) está tão comum no Facebook que virou opção de marcação profissional. Isso demonstra a fragilidade da educação doméstica no Brasil. A educação doméstica é responsável por 50% ou mais do sucesso da educação Brasileira. Um dos fatores que mais dificulta a o desenvolvimento escolar é a falta de educação doméstica. Acaba sobrando para escola e para os professores, o dever de dar educação de valores, dever este que cabe aos pais, com pouca ou nenhuma participação da escola. A coisa vai tão mal, que já se tramita a possibilidade da volta de matéria já extinta. Planeja se ter "Ética" como matéria obrigatória. "Será mais um remendo novo em pano velho". O que a sociedade precisa urgentemente debater, é sobre educação doméstica. Não é suficiente a escola tratar de Ética, se a família não o fizer. É a escola construindo, e família destruindo. Precisamos quebrar este ciclo, ainda que para isso, tenhamos que impregnar o esforço sobre humano
"A disciplina impede o homem de desviar-se do seu destino, da humanidade" KANT.
Pensar a educação doméstica a partir de Immanuel Kant é colocar a questão da disciplina como princípio fundamental de todo o processo de educação. Kant nos indica que a primeira educação, aquela ministrada pelos pais no seio da família, deve já se ocupar da disciplina. No primeiro momento, a disciplina expõe uma educação puramente negativa. Negativa não no sentido do senso comum atual, onde disciplina é vista como algo ruim, meramente opressora e coercitiva. Embora mereça o título de 'parte negativa da educação' (a parte positiva é a instrução), a disciplina é fundamental e necessária no processo de formação da criança. Por meio da disciplina os pais garantem a sobrevivência dos filhos, pois impedem que esses prejudiquem a si mesmos. O caráter negativo da disciplina se deve ao fato de ela limitar o uso de todas as forças com que a natureza dota a criança.
(Roneide Valeriano)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

10 atitudes positivas diante de um boletim vermelho




1. Converse e tente entender a situação, sem gritos ou discussões. "Mostre para a criança que esses resultados não são definitivos muito menos indicativos de incapacidade", aconselha Vera Malato, coordenadora de departamento de orientação educacional do colégio Bandeirantes, de São Paulo.

2. Avalie se a rotina de estudos está adequada e se o local é calmo e silencioso. E, quando seu filho prometer estudar mais, questione-o sobre o que é estudar para ele. "Coloque essa rotina em discussão. Fale para ele que não adianta apenas fazer a lição de casa para não tomar bronca do professor. É preciso fazer a tarefa com o objetivo de aprender e tirar as dúvidas", conta Edson D'Addil, orientador educacional do Colégio Vértice, em São Paulo.

3. Procure a escola e converse com o orientador educacional antes de tomar a justificativa da criança como única existente. A partir daí, você conseguirá identificar se é uma dificuldade específica de uma matéria ou se é problema comportamental.

4. Veja se a saúde da criança está normal. Problemas de visão, audição ou dificuldades em se concentrar podem refletir nas notas.

5. Verifique a integração social da criança nos grupos. Veja se é tímida, se tem amigos. "Às vezes, para serem aceitas nos grupos, as crianças tornam-se bagunceiras e suas notas caem", diz Magali Maldonado, coordenadora do colégio Objetivo.

6. Envolva-se no estudo dele e demonstre interesse pela vida escolar. Diariamente, peça para ver as tarefas e as anotações feitas em sala. Ah, também é importante não deixar seu filho faltar à aula por qualquer motivo, por mais que ele insista.

7. Estabeleça metas de superação, ou seja, conte para seu filho o que espera dele no fim do ano letivo e diga que vai ajudá-lo a alcançá-las. Porém, respeite o tempo dele: aos 8 anos, ele deve saber ler e escrever; aos 10, já é hora de somar, subtrair, multiplicar e dividir; aos 14, deve resolver equação de 1º grau e saber interpretar textos.

8. Estabeleça também consequências, caso veja que ele não está comprometido. "Agora, se ele se esforça e não consegue, procure apoio na escola ou em aulas particulares", sugere Esther Carvalho, diretora do colégio Rio Branco, em São Paulo. Vale descobrir se a escola oferece aulas extras.

9. Explique alguns conceitos que parecem ser básicos, mas que nem sempre as crianças se dão conta, como que é normal - e aceitável - ele tirar dúvidas após as aulas com o professor.

10. Avalie a possibilidade de ele estar sobrecarregado, com muitas atividades diárias.


Ligia Menezes - Educar para crescer

domingo, 15 de junho de 2014

Déficit de atenção: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos

TDAH

Aretha Yarak
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada. 
Há um grande número de crianças com a doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência.
É preciso enfrentá-la cedo. Quando não diagnosticada e tratada, pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças, é comum a queda no rendimento escolar, por causa de desorganização, da falta de paciência para assistir às aulas e estudar. Na fase adulta, o problema pode ser a causa de uma severa baixa autoestima, além de afetar os relacionamentos interpessoais, uma vez que a pessoa tem dificuldades em se ajustar a horários e compromissos e, frequentemente, não consegue prestar atenção no parceiro.  
Confira abaixo oito desses sintomas que, quando aparecem com freqüência e em mais de um ambiente (escola e casa, por exemplo), podem servir como um alerta de que chegou a hora de procurar ajuda profissional.

Sinais de TDAH

Distração

As crianças com TDAH perdem facilmente o foco das atividades quando há algum estímulo do ambiente externo, como barulhos ou movimentações. Elas também se perdem em pensamentos “internos” e chegam a dar a impressão de serem “avoadas”. Essas distrações podem prejudicar o aprendizado, levando o aluno a ter um desempenho muito abaixo do esperado.

Perda de objetos

Perder coisas necessárias para as tarefas e atividades, tais como brinquedos, obrigações escolares, lápis, livros ou ferramentas, é quase uma rotina. A criança chega a perder o mesmo objeto diversas vezes e esquece rapidamente do que lhe é dado.

Falta de concentração na lição escolar

Impaciente, não consegue manter a atenção por muito tempo. Por isso tem dificuldade em terminar a tarefa escolar, pois não consegue se manter concentrada do começo ao fim, e acaba se levantando, andando pela casa, brincando com o irmão, fazendo desenhos...

Movimentação constante

Traço típico da hiperatividade, é comum que mãos e pés estejam sempre em movimento, já que ficar parado é praticamente impossível. A criança acaba se levantando toda hora na sala de aula e costuma subir em móveis e em situações nas quais isso é inapropriado. Para os pais, é como se o filho estivesse “ligado na tomada”.

Brincadeiras e passeios agitados

Existe grande dificuldade em participar de atividades calmas e em silêncio, mesmo quando elas são prazerosas. Em vez disso, preferem brincadeiras nas quais possam correr e gritar à vontade. Por isso costumam ser vetados de algumas festas de aniversário ou passeios escolares.

Falta de paciência

Tendem a ser impulsivas e não conseguem esperar pela sua vez em filas de espera em lojas, cinema ou mesmo para brincar. É comum ainda que não esperem pelo fim da pergunta para darem uma resposta e que cheguem a interromper outras pessoas.

Desatenção

Distraída e sem conseguir prestar atenção na conversa, dificilmente consegue se lembrar de um pedido dos pais ou mesmo de uma regra da casa. A sensação que se tem é a de que ela vive “ no mundo da lua”. É comum, portanto, que os pais acabem repetindo inúmeras vezes a mesma coisa para a criança, que nunca se lembra do que foi dito.

Impulsividade

A criança com TDAH não tem paciência nem para concluir um pensamento. Assim, ela acaba agindo sem pensar e chega a ser impulsiva e explosiva em alguns momentos. Os rompantes podem ser vistos, por exemplo, durante brincadeiras com os demais colegas que culminem em brigas ou discussões.

* Fontes: Maria Conceição do Rosário, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e Thiago Strahler Rivero, psicólogo do Departamento de Psicobiologia do Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp

sexta-feira, 21 de março de 2014

O potencial educativo das brincadeiras


potencial do brincar

“O correr das águas,a passagem das nuvens, o brincar das crianças,o sangue nas veias. Esta é a música de Deus.”

Hermann Hesse

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“O máximo de maturidade que um homem pode atingir é quando ele tem a seriedade que têm as crianças quando brincam”, dizia o filósofo alemão Friedrich Nietzsche no século XIX. A máxima segue fundamental para a sociedade atual, já que o ato de brincar acaba influenciando o desenvolvimento da pessoa para o resto da vida.
Pular corda, brincar de esconde-esconde ou de casinha. O ato de brincar é a primeira atividade lúdica acessível ao ser humano e uma das primeiras possibilidades de conhecer o mundo ao seu redor. Ao nascer, o bebê já desenvolve alguns movimentos e interações, mas é com as brincadeiras que a criança abre seu olhar para o mundo.
Com uma gama de variedades, as brincadeiras podem desenvolver habilidades físicas, motoras ou cognitivas. Algumas delas trazem a imitação da vida em sociedade. Outras, ainda, promovem o desenvolvimento de valores tais como a responsabilidade, o companheirismo, as noções do compartilhamento e regras de convívio coletivo. “Dependendo da faixa etária, existem alguns tipos de brincadeira que vão possibilitando à criança descobrir o movimento e se descobrir emocionalmente, assim como no convívio”, aponta a gestora institucional da Aliança pela Infância, Giovana Barbosa.
De acordo com a coordenadora pedagógica da Rede Marista de Solidariedade, Aline Paes de Barros, a criança brinca em todos os momentos, ainda que os tempos e espaços não sejam completamente propícios para essa finalidade. “A criatividade, envolvimento e interações que a criança estabelece nesses momentos interferem diretamente no seu processo de desenvolvimento. Sendo assim, a brincadeira auxilia nas relações da criança com o meio em que vive, com outras crianças e adultos, favorece a criação de um repertório amplo de possibilidades, desafios e novidades”.

O tempo de brincar

O tempo de brincar, no entanto, vem muitas vezes sendo preenchido por outras atividades. A cada dia que passa, os pais delegam mais obrigações aos filhos, impedindo-os de fazer aquilo que fazem de melhor. Isso porque a maioria dos adultos não acreditam que o ato de brincar também é uma forma de aprendizado. Nas escolas, onde as crianças passam até mais da metade do dia, raras são as vezes que as brincadeiras ocorrem sem a interferência de um adulto ou com um objetivo claro de aprendizado.
“Na maior parte das escolas, os recreios vêm sendo encurtados. Isso é um crime pra nós, já que o recreio é a hora que os estudantes têm pra conviver com as crianças de outras faixas etárias, de outras realidades, pois o brincar permite o acesso à diversidade, o que acaba sendo um meio maravilhoso de aprendizado”, aponta Giovana.
Para alguns movimentos ligados ao direito ao brincar, como a Aliança pela Infância e a Rede Marista de Solidariedade, a brincadeira deve partir da vontade da criança,  pois o aprendizado ocorre no decorrer da própria brincadeira, que deve ser valorizada pela ação em si e não apenas por uma finalidade específica.
“É impossível você pensar que o brincar não tem uma propriedade educacional. Ao brincar, você está aprendendo, se transformando, assimilando a cultura de onde está localizado. Ela tem que ter a possibilidade de brincar com as pedrinhas e achar que é um caminhãozinho. Essa exploração se dá quando você não tem um tempo determinando ou resultado esperado. Quando o objetivo é simplesmente a diversão”, aponta Giovana.
De acordo com Aline, o brincar é um direito da criança e, visto desta maneira, precisa ser garantido de maneira livre e espontânea, para que a própria criança exercite sua imaginação e criatividade. “A criança aprende enquanto brinca, pois coloca em funcionamento complexos exercícios cognitivos, envolve-se de corpo inteiro na ação e consequentemente, amplia seus conhecimentos”.
Jéssica Moreira  - Fonte: wwweducaçãointegral.org.br

sexta-feira, 14 de março de 2014

A CRIANÇA TERCEIRIZADA

A criança terceirizada – parte 1

Mariana Sgarioni
Fonte: www.nmagazine.com.br
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“É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós…”

John Lennon

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Antes de ser mãe do Benjamin, eu era mãe de dois cachorros. Para cumprir meu dever de ofício (e para não ter minha casa cheia de xixi e cocô), eu passeava com eles pelo menos uma vez ao dia. Conhecia todos os cachorros da região e seus respectivos donos. Sabia quem era o pai de quem – embora, verdade seja dita, eu só soubesse os nomes dos cachorros. Aquele ali é o dono do Bolota; o outro é o dono do Tobias; e o outro lá é o dono da Lolita. Mas, ainda sem nome, todos nos conhecíamos. Se eu encontrasse determinado cachorro com outra pessoa, ficava preocupada, pois não era o normal.
Pois bem. Hoje sou mãe de um ser humano e afirmo que boa parte dos outros pais eu nunca vi. Pense que isso acontece há 4 anos. Na pracinha, quem está lá é a babá. No pediatra, é a babá. Na escola, de novo, a babá. No shopping, é ela, a babá. Na festa de fim de semana, é vez da babá folguista. Não faço a mínima idéia da cara desses pais.
Outro dia estávamos na praia e encontramos uma amiguinha do Benjamin, cujos pais estavam para mim assim como o Saci Pererê e a Mula sem Cabeça estão para o imaginário popular – sabe-se que existem, mas ninguém nunca viu. Fomos falar com a menina, com a intimidade de velhos conhecidos que somos. E eis que me aparece um homem alto, bonito e bronzeado, sorrindo:
“Olá, muito prazer, sou o Beto, pai da Natália. Vocês são quem mesmo?”
Respondi que eu era a mãe do Benjamin, e que eu conhecia a Natália desde que ela tinha uns seis meses. Que ela já foi brincar lá em casa, já almoçou conosco, entre outras coisas. Qual foi minha surpresa quando ele não demonstrou nenhum constrangimento por sequer ter ouvido falar destas pessoas tão próximas da filha.
“Ah, sim, a babá deve conhecer vocês, né? Tem muita gente que não conhecemos, sabe como é, trabalhamos muito”.
Tem uma outra criança que mora aqui no nosso prédio, que já deve estar lá pelos seus sete anos, cujo pai também jamais apareceu em público. Fico intrigada por nunca ter encontrado esta criatura, mesmo morando no mesmo endereço. A mãe só vi duas vezes – e, nas duas, ela se justificou que o casal trabalha tanto que mal consegue conhecer os vizinhos.
Aqui em casa também trabalhamos demais. No entanto, sempre damos um jeito de participar ativamente da vida do nosso filho. Meu marido corre feito louco para sair do trabalho e atravessar a cidade a tempo de dar banho e contar uma história para Benjamin dormir. Eu viro noites em claro para poder estar com ele o dia inteiro. Todos os finais de semana estamos juntos. Por mais que tenhamos milhares de compromissos profissionais a cumprir, não consigo enfiar na cabeça como tem gente que não dá um jeito de estar presente na vida das pessoas que deveriam ser as mais importantes do mundo. Já vi professoras da escola escrevendo bilhetes gentis aos pais, pedindo que eles façam o favor de trocar a roupa dos filhos diariamente. Também já ouvi babás reclamarem que, quando elas chegam na segunda-feira de manhã, costumam pegar os bebês com os bumbuns assados, porque passaram o final de semana inteiro com as fraldas sujas – sob os cuidados dos pais. E já ouvi pediatras implorando para que certas mães levem as babás nas consultas, por serem estas as únicas a conhecerem os hábitos da criança.
Ninguém é obrigado a ter filhos. Vir com essa conversa fiada de que qualidade do tempo com a criança é melhor do que quantidade é papo furado de quem quer apaziguar a própria culpa (mande essa da qualidade do tempo para seu chefe e veja se cola. Pois é, com seu filho também não).
Para reflexão, deixo aqui um trecho do livro A Criança Terceirizada, do pediatra José Martins Filho:
“Em nossa sociedade já não se pode falar em patriarcado e matriarcado. O que temos realmente, salvo exceções interessantes, é a ausência de definições de papéis, de quem assume o que em relação à família ou aos filhos. As pessoas vivem com medo de ser criticadas, de assumir que tiveram a coragem de fazer uma opção pela família. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa e rainha do lar? Claro que não, o que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. Crianças choram a noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até idade adulta. Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e, principalmente, presença constante.”

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Volta às aulas!!!

           Um dos momentos mais esperados na vida de uma criança, onde ela sente um misto de curiosidade, entusiasmo e medo...é o inicio do ano letivo!
           Para os veteranos a expectativa é pelas mudanças , novidades...reencontros. Para os que chegam à escola pela primeira vez predomina o temor do desconhecido...não apenas para a criança, mas à todos os envolvidos emocional e familiarmente (nos dias atuais precisamos abranger pais, avós, babás...) Em ambos os casos o mais importante é a fase de readaptação/adaptação.
            Priorizar a afetividade e a socialização no momento de receber os alunos é papel da escola. Cada criança que chega tem seu jeito de ser, sua individualidade...que aliada aos demais colegas que também estão chegando, forma-se um grupo de diferentes. O professor deve estar atento aos desejos das crianças, cabendo-lhe proporcionar um ambiente de integração, onde a aprendizagem flua dinâmica e participativamente. Satisfazer a curiosidade das crianças, apresentar a rotina, regras e combinações , devem ser expostas aos poucos para não acontecer acúmulo de informações, muitas das quais a crianças não consegue registrar e assimilar.
            A aprendizagem quando acontece com prazer, jamais é esquecida. E cabe aos adultos que a cercam, proporcionar esses momentos inesquecíveis.
Aos pais a tarefa de valorizar a escola e incentivar a criança , preparando-a para o reingresso/ingresso, preocupando-se com os detalhes ( materiais, uniforme...) fazendo com que a criança participe dos preparativos. Deixar claro para a criança qual é o papel da escola , do(a) professor(a), dos colegas..para que a confiança e a credibilidade nessa nova etapa da vida estudantil seja realmente aproveitada de maneira intensa e eficaz.
        Os pais devem estar bem informados sobre a metodologia e rotinas da escola, para que não ocorram dúvidas e desencontros . Caso isso ocorra, nunca devem ser questionados na frente das crianças. Deve haver integração entre família/aluno/escola para que haja respaldo e confiança de que todos desejam o melhor para a criança.

Integrar seu filho a escola e permitir que seja educado para a vida é o maior desafio de todos os pais.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Adolescência e Mentira

Adolescência e Mentira: histórias de pescador ou falta de caráter?

(Claudia Pedrozo)
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Esta semana estava aguardando (infinitamente!) para ser atendida numa consulta e  matava o tempo folheando uma revista feminina quando deparei-me com uma mãe que pedia socorro a um especialista, relatando que tem uma filha pré-adolescente que mente demais, segundo a mãe, a garota é compulsiva, mente por qualquer coisa. A mãe relatava já ter passado por vários estágios da raiva à piedade, mas a situação só se agravava. Foi dura, bateu, gelou, castigou, privou de tudo que é prazeroso, fez chantagem emocional, elogiou, premiou e… nada, a menina continua mentindo, e mesmo quando é “desmascarada”, age como se tivesse sendo vítima da maior injustiça do mundo, dizendo que faz o que faz para ajudar os outros, para não magoar ninguém e que sofre com as atitudes injustas dos pais ou age como se nada tivesse acontecido, embora fique num monólogo apontando justificativas e injustiças. Num determinado momento da queixa a mãe diz que a compara com o irmão  mais novo que não mente. Os pais estão com medo dela se tornar uma criança de má índole, estão arrasados, não encontram uma solução,não sabem o que fazer. A mãe reforça que a filha é maravilhosa e o que a estraga é a mania de mentir. Sente que a filha precisa de ajuda, conta que a garota é muito fechada e que por mais que tente, esta não se abre com ela. Termina afirmando que cuidar de filhos não é fácil!
Coincidentemente (Jung não acredita em coincidências, mas sim em sincronicidade, tipo Lei da Atração!) no mesmo dia uma colega me falou sobre o mesmo problema com o filho e sugeriu que eu escrevesse algo sobre o assunto. Bem, vou tentar!
Muitas são as questões que a mãe da revista traz. Podíamos fazer a psicanálise selvagem analisando uma série de coisas, mas vamos nos ater à questão da mentira na adolescência.
Aprendemos desde pequenos que mentir é errado.  Informação dada não significa valor introjetado.  Deste modo ouvir que mentir é errado e não mentir de modo algum ao longo da vida são ações distintas. Não é porque ouvimos que fazemos.
Para muitos pais perceber que o filho mente compulsivamente pode despertar um sentimento de ter fracassado na educação de valores que a família tentou passar para ele. Nem sempre isso é uma verdade. Nem tampouco é sempre mentira! Há casos e casos e cada um é um!
Nos educamos pelos exemplos, nossos valores são construídos com base nos valores e atitudes de nossa família e nos da sociedade em que vivemos.
A mentira está presente em nossas vidas. Muitas vezes a achamos “necessária”, logo perdoada, muitas vezes a condenamos, logo reprimimos.
Na sociedade moderna a mentira é tão frequente que já se banalizou. Encontramos mentirinhas e mentimos muitas vezes ao dia, em diferentes situações sociais. Fazemos um elogio mentiroso, damos desculpas esfarrapadas ou mentimos descaradamente por mil razões: medo das consequências negativas, insegurança, pressão social, ganhos ou patologicamente.
Quando crianças, mentimos para não sermos punidos.  Na infância, até os cinco, seis anos a criança não consegue distinguir claramente a realidade da fantasia, a partir dos sete anos aproximadamente, ela já sabe o que é mentira e a usa em “beneficio próprio”.
Na adolescência mentimos para sermos aceitos e amados, para atender ao desejo de fazer o que queremos e a realidade de atender ao que esperam de nós. Mentir é estratégia comum entre os adolescentes para conseguir fazer coisas que sabem que não serão aprovadas pelos pais.
Crianças/adolescentes com superego rígido (censura) podem se tornar mentirosos compulsivos ao descobrirem que a mentira sacia a curiosidade dos pais ou os ajuda a serem aceitos e valorizados pelas pessoas, em especial por outras crianças/adolescentes
Na vida adulta mentir é uma forma de se preservar, de não ter que assumir responsabilidades por algo que não deu certo. Está presente em muitos mecanismos de defesa que usamos cotidianamente: na atuação (quando nos passamos por algo que não somos, mas que os outros (ou nós mesmos) gostariam que fossemos, na idealização (quando nos mostramos de forma idealizada, que não corresponde com a realidade), na intelectualização (quando usamos a inteligência para criar argumentos que justifiquem condutas que sabemos não serem condizentes com nossos valores, mas que lá no fundinho desejamos), na racionalização (quando fazemos “caquinha” e usamos argumentos lógicos para explicar o que fizemos, nos isentando da responsabilidade da escolha), por exemplo.Ao mentir podemos ser “anjo” – mentir para agradar  – ou “demo” mentir para poder receber algo em troca.
A mentira está presente em pessoas normais ou pessoas com problemas sérios como Neuroses e Psicoses. Nos estados neuróticos, a mentira surge devido a incapacidade de  enfrentarmos  desejos recalcados e que se encontram no  inconsciente ou por problemas de baixa autoestima Nos estados limite, chamados Borderline,  a mentira revela a  falta de barreiras externas que regulem o comportamento do indivíduo. Esta situação decorre geralmente de uma educação feitas por pais muito repressivos ou demasiadamente permissivos. Na Psicose a mentira está presente nos delírios. O psicótico acredita piamente nos delírios por ele criados para fugir da realidade, do sofrimento que a realidade lhe impõe. O hábito de mentir compulsivamente pode ser também uma patologia conhecida por Mitomania. Neste caso a mentira é como um vício, o mentiroso é dependente emocional da mentira, ele é incapaz de se controlar, quando vê a mentira já foi contada e para mantê-la mente mais e mais. Esta patologia causa muito sofrimento e a terapia é uma saída para enfrentar o problema.
Dentro de padrões de comportamento não patológicos a mentira pode ser considerada uma falha de caráter, entendendo  caráter como “um conjunto de características e traços relativos à maneira de agire de reagir de um indivíduo ou de um grupo”.
Se seu filho mente descaradamente e esta mentira prejudica a ele ou a outras pessoas você deve ficar atento(a). Mentir para sair com o namorado ou fazer um passeio em um lugar perigoso é diferente de roubar dinheiro da sua carteira. Uma coisa é testar limites, outra é transgredir lesando o outro. Ao perceber esta situação os pais devem chamar o jovem à realidade, devem passar a acompanhá-lo bem de perto, se fazendo presentes de forma educadora e carinhosa, intervindo e orientando sempre. Mas cuidado com a manipulações e dissimulações, por isso confie, desconfiando! Mentir faz parte da adolescência, caracterizam uma necessidade de distanciamento e diferenciação na busca do encontro consigo mesmo.
Diante das mentirinhas recorrentes, avalie as relações interpessoais que há no seu âmbito familiar. Estabeleça o diálogo, mostrando ao adolescente que a mentira pode trazer consequências negativas, mas cuidado com o monólogo, pratica comum dos pais que dissertam sobre algo com seus filhos. Observe se o que você ensina está coerente com o que você pratica. Você tem pedido a cumplicidade de seu filho para “pequenas mentirinhas”? Tem valorizado as espertezas de seu filho no hábito de inventar “mentirinhas brandas”? Você é um(a) educador(a) observador(a) ou um(a) intrometido(a), que suspeita e invade a privacidade do adolescente, minando o clima de confiança entre vocês?
Ai, meu Deus… Como identificar uma mentira?
Somos programados para dizer a verdade. Quando mentimos nosso corpo nos delata! Especialistas afirmam que ao mentir emitimos sinais não verbais da mentira que podem ser captados por um interlocutor mais atento. Os sinais mais comuns em crianças, adolescentes e adultos pode estar no choro sem lágrimas ou que para de repente ao ser atendido, na colocação da mão na boca, no morder ou coçar a região labial, no desvio dos olhos, na dilatação das pupilas, nas pausas longas e frequentes no discurso, marcado por repetir a pergunta antes de responder, no sorriso curto, nervoso e inexpressivo, que some com rapidez, na falta de gesticulação ou nos gestos dissociados das palavras.
Há ainda uma outra faculdade que não deve ser esquecida nunca pelos pais: a intuição.
Ouça a sua sempre. E investigue e dialogue sempre.
Voltando à mãe da revista, ela está certa. Educar é trabalhoso! Requer orientação, limites e verdade. Acima de tudo seja coerente. Como dizem por aí, “palavras movem, exemplos arrastam”!

segunda-feira, 4 de março de 2013

A PÍLULA DA POLÊMICA



Diagnósticos errados ajudam a fazer de Porto Alegre a capital brasileira líder em consumo de medicamentos para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Como maior centro de diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no país, é compreensível que a capital gaúcha acabe também tendo também o maior índice de casos da doença diagnosticados. Esses e outros fatores tornaram Porto Alegre a capital brasileira líder em consumo de medicamentos para o problema, segundo pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 18. Mas os especialistas admitem: muitas pessoas – entre elas, crianças e adolescentes – utilizam esses remédios sem necessitá-los.

Coletados a partir dos registros do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da agência, os dados mostraram que, entre 2009 e 2011, o uso de metilfenidato – comercializado no Brasil com os nomes Ritalina e Concerta – aumentou 75% na faixa dos seis aos 16 anos.

Defensor da ideia de que o medicamento ajuda a reduzir um sério problema do desenvolvimento humano e infantil, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, responsável pelo Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade do Hospital de Clínicas, concorda que, em muitos casos, a prescrição é feita indevidamente, em consultas rápidas. Entre os adultos, o problema maior são as pessoas que apenas desejam aumentar o desempenho nos estudos. Entre crianças e adolescentes, desatenção e agitação podem acabar justificando o uso do remédio.

A questão é que nem toda criança agitada e dis- traída tem TDAH. O diagnóstico é bem mais complexo do que isso, alerta a psicóloga Lilian Shontag. Mesmo que a criança apresente todos os sintomas – desatenção, impulsividade, baixa tolerância a frustração, tendência a se distrair facilmente e excessiva atividade em hora e lugar errados – pode não ter a doença.

No seu consultório, a psicóloga Alice Peres Duarte recebe inúmeras crianças com o problema diagnosticado. A maioria delas, no entanto, poderia estar recebendo um tratamento que não se encontra na farmácia:

– Vejo crianças muito novas sendo tratadas indevidamente. Da amostra que atendi, boa parte não precisaria estar sendo medicada. Precisava, sim, era de pais mais presentes.

Segundo Alice, são crianças ansiosas, carentes, que fazem uma série de peripécias para chamar a atenção. Elas têm um estilo de vida solitário e atitudes que, às vezes, extrapolam o limite da gracinha e resultam em comportamentos atrapalhados ou desatentos. E fazem isso para atrair o olhar dos responsáveis.

Os efeitos costumam ser notados na escola, quando professores diagnosticam dificuldade na aprendizagem ou veem crianças que querem fazer tudo ao mesmo tempo, mas não conseguem terminar nada. O fato faz com que alguns professores indiquem que os pais procurem tratamento. A psicóloga conta que vários pacientes chegam recomendados pelas escolas.

– Elas querem soluções a curto prazo. Mas muitas vezes a criança é encaminhada, medicada, e os conflitos continuam. Cada criança tem uma história. Não se pode uniformizar o tratamento.


Lara Ely





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Transtorno ou Distúrbio de Aprendizagem




DIS + TURBARE = alteração violenta da ordem natural da aprendizagem
No Transtorno de aprendizagem, há a presença de uma disfunção neurológica, que pode envolver imaturidade,lesões específicas do cérebro, fatores hereditários e ou disfunções químicas. Devido à forma irregular que as habilidades mentais se desenvolvem, aparecem discrepâncias marcantes entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas.
São características marcantes dos Distúrbios de Aprendizagem:
- início do comportamento ou atraso sempre na infância;
- o transtorno está sempre ligado à maturação biológica do sistema nervoso central;
- curso estável;
- as funções afetadas incluem geralmente a linguagem, habilidades viso-espaciais e/ou condições motora;
- há uma história familiar de transtornos similares e fatores genéticos têm importância na etiologia (conjunto de possíveis causas) em muitos casos.
Segundo estimativas da Organização Psiquiátrica Americana, a prevalência dos Transtornos da Aprendizagem, variam entre 2 a 10% na população, dependendo da natureza da averiguação e das definições aplicadas e estes podem persistir até a idade adulta.

Os principais Transtornos de Aprendizagem são os de Leitura e Escrita, de Cálculo, o Transtorno do Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade e o Transtorno não Verbal de Aprendizagem.
O diagnóstico desses Transtornos deve ser realizado por profissionais especializados e experientes, em uma equipe multiprofissional que garanta também o planejamento e a intervenção objetivando minimizar os efeitos de tais distúrbios sobre a vida da criança.
Essa equipe deve ter necessariamente a presença de um psicopedagogo, profissional habilitado em trabalhar com as questões da Aprendizagem e que partirá de seus conhecimentos transdisciplinares, para trabalhar e promover o desenvolvimento de estratégias cognitivas de aprendizagem, de estudo, as operações mentais para a realização das tarefas de cunho pedagógico, aumentar a autoestima e a motivação intrínseca da criança, etc.
É possível encontrarmos crianças cujo rendimento escolar apresenta-se empobrecido frente aquele esperado por seus pais e professores e que não apresentam transtornos de aprendizagem,porém o fraco desempenho na aprendizagem nunca deve ser desconsiderado ou minimizado pois representa o ponto de partida para o diagnóstico da dificuldade e do transtorno no aprender.
Se uma criança chama a atenção de seu professor pela problemática que apresenta para aprender e se esta dificuldade não demonstrou ter ligação com a prática pedagógica usada, a avaliação desse profissional deve necessariamente ser levada aos pais, no sentido de os alertar a procurarem um trabalho especializado na área da aprendizagem.
O psicopedagogo tem formação multidisciplinar e informação suficiente, para após avaliar a criança, a encaminhar para outra especialidade se assim for necessário. E, no mínimo, no final da avaliação psicopedagógica, os pais já terão afastado a maior parte das possibilidades de diagnósticos prováveis em dificuldades e transtornos de aprendizagem.

Por Maria Irene Maluf

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A necessária "disciplina".

Garcia comenta sua visita ao CEAT - Lajeado



O perigo do deserto
  • Acabo de dar uma aula a uma turma de Filosofia, na escola onde me formei em Contabilidade, em Lajeado, Rio Grande do Sul. Minhas primeira palavras foram a constatação triste de uma diferença: "Quando eu estudava aqui, e entrava um convidado na sala de aula, todos nos levantávamos". A constatação não fez outro efeito que provocar a satisfação de um professor e talvez certo constrangimento do diretor.

    Ao comentar o episódio com amigos, no dia seguinte, fiquei sabendo de que num município da Grande Porto Alegre, Viamão, um aluno pixara a parede recém pintada da escola. A professora, para dar-lhe a necessária lição, estabeleceu como castigo que o adolescente repintasse a parede que sujara. O pai do aluno mal-educado reclamou, foi à Justiça, e a professora foi condenada por maus-tratos.

    Sabe-se que alunos ameaçam professores - até de morte. E os matam, como já vi em Brasília. Professores são agredidos por alunos - e os pais, em vez de corrigir suas criaturas mal-criadas, apoiam os desordeiros. Por isso não surpreende que até professores demagogos e populistas, tenham se manifestado ao lado dos arruaceiros que invadiram a reitoria da USP. Como se a presença da polícia no câmpus obnubilasse as luzes que se espera sejam geradas pela universidade.

    Confundem liberdade de pensar e de criar com liberdade para assaltar, matar, destruir ou fumar maconha.
    No geral, é uma covardia lesa-pátria a atitude de professores de abrir mão da disciplina, ainda que algum juíz do ridículo politicamente correto dê ganho de causa para um aluno pixador. É bom lembrar esses professores frouxos que a definição de populismo é "a degradação da democracia". Portanto, estão desensinando os conceitos de liberdade, democracia e cidadania - que não sobrevivem sem disciplina. A ausência de disciplina é um cavalo de tróia para a desordem, a anarquia.

    Não pensem que isso afeta apenas as crianças, os adolescentes, os jovens. Como esse mal já vem de mais de uma geração, chegou até ao ministério da República. Vocês devem ter se chocado com a falta de educação do Ministro do Trabalho. Inclusive, como lembrou o escritor João Ubaldo, com o tuteio de Lupi em "Eu te amo, Dilma."
    Como assim, cadê o respeito? Até Marilyn Monroe, que tinha um caso com o presidente Kennedy, quando cantou o famoso "Parabéns", foi respeitosa: "Happy birthday, mister president". Para aprender, é preciso se disciplinar. E ensinar é disciplinar. A natureza nos dá a lição. Desrespeitada, devolve o deserto. Sem respeito, sem ordem, sem disciplina, não há direitos, só a bagunça do deserto de civilidade.
    Quem quiser viver na selvageria, que continue a se acovardar diante da desordem.  
 Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias

domingo, 19 de agosto de 2012

As demandas de aprendizagem na adolescência



Os desafios e as demandas de aprendizagem se modificam, significativamente, durante a adolescência. As exigências sobre a atenção, neste período, requerem energia mental mais consistente e sustentada, processar mais eficazmente a informação e ter uma habilidade marcadamente maior para produzir trabalho escolar. Os adolescentes precisam mais técnica para lembrar, recordar e reunir informação nova, como regras mnemônicas e associações visuais. Os novos desafios visuais/espaciais incluem maiores exigências de raciocínio não verbal, estratégias de visualização e familiaridade com a interpretação e produção de representação gráfica e informação.
Nesta etapa do desenvolvimento, assume-se que as aptidões seqüenciais incluem a capacidade de classificar, adequadamente, o trabalho, prever o que é necessário para efetuá-lo, elaborar esquemas realistas para concretizar tarefas a longo prazo e organizar o trabalho escolar no contexto de uma vida ocupada com mais demandas sociais e atividades externas. As exigências lingüísticas requerem maior ênfase na linguagem abstrata, a aprendizagem de um segundo idioma, um raciocínio verbal mais complexo e uma demanda consideravelmente maior de fluidez na linguagem escrita.
As aptidões neuromotoras exigem escrever rápido, tomar notas e manejar um teclado de computador. Se a escrita não for automática, ou for lenta demais, a produção pode ficar seriamente afetada. O aumento das exigências cognitivas inclui a capacidade de resolver problemas avançados e maior habilidade para manejar conceitos abstratos. O transtorno por déficit de atenção e hiperatividade pode, também, ocorrer em adolescentes e tem três subtipos: predominância de desatenção, predominância de hiperatividade e impulsividade e combinado. Nos dois últimos, com freqüência, são os professores os que alertam os pais, sendo o problema posteriormente encaminhado ao psiquiatra de crianças e adolescentes. O tipo predominantemente desatento, amiúde não é detectado. Manifesta-se, fundamentalmente, através de dificuldades no desempenho escolar, com uma produção de trabalho lenta, apresentando-se, em geral, ao mesmo tempo que sintomas de ansiedade ou depressão.
O transtorno por déficit de atenção e hiperatividade – TDAH – apresenta-se de modo diferente na adolescência em comparação com a infância. Entre os adolescentes, freqüentemente, a hiperatividade é menor e o distúrbio caracteriza-se mais por impulsividade contínua, rendimento pobre e fracasso escolar. As deficiências sociais anteriores são mais notórias na medida em que as más relações com os companheiros tornam-se mais evidentes e significativas, justamente em pleno processo de amadurecimento, no qual a aceitação pelo grupo de amigos adquire maior importância. Devido à contínua impulsividade, os comportamentos de alto risco na infância convertem-se em comportamento de risco extraordinariamente altos na adolescência. Os desafios às regras menores ou ao intento de pôr limites dos pais na infância precoce e média, convertem-se, agora, em abuso de drogas, delinqüência, atividade sexual precoce e sem proteção, e comportamento anti-social repetido.
O diagnóstico e tratamento dos distúrbios da atenção do adolescente associam-se a vários fatores que complicam a situação. Devido ao processo de separação e individualização do adolescente, os pais podem não ter uma boa fonte de informação. A comunicação do estudante com os professores geralmente se complica ao ter vários professores, nenhum dos quais pode conhecê-lo o suficiente como para estabelecer necessidades específicas de aprendizagem.
Os fatores que favorecem um bom prognóstico em adolescentes com TDAH são a avaliação e a intervenção precoces; compreensão e aceitação próprias de problemas; uma família que apóia e um sistema escolar compreensivo e compatível com o nível de desenvolvimento.
Outras causas
Outros fatores podem provocar distúrbios do aprendizado na adolescência, como por exemplo, o uso de drogas e álcool durante o período gestacional possibilitando distúrbios da atenção e da capacidade cognitiva. O mesmo acontece com a exposição significativa a substâncias tóxicas como o chumbo. Os problemas auditivos e visuais, especialmente quando não identificados, podem ser causas de mau rendimento escolar e subseqüentes problemas de comportamento. Além disso, determinados medicamentos, como alguns antialérgicos e medicamentos contra a asma podem induzir à lentidão no processo cognitivo e causar problemas de atenção no colégio.
Pode também acontecer, que adolescentes com um funcionamento intelectual bordeline – QI entre 70 e 85 – não tenham sido identificados na infância ou tenham sido rotulados como “alunos lentos”. Podem não preencher os critérios para receber uma ajuda especial do sistema escolar porque seus resultados acadêmicos não discrepam, significativamente, de suas habilidades cognitivas (QI). Estes adolescentes são, especialmente, propensos ao fracasso escolar quando o sucesso demanda uma habilidade muito maior para organizar, planejar, completar e entregar trabalhos e depende da disponibilidade e utilização de muitas aptidões cognitivas de nível mais alto.
Alguns adolescentes podem apresentar distúrbios emocionais e de comportamento, que se caracterizam por perda do autocontrole e desafio às solicitações e regras dos adultos. Estes adolescentes culpam a outros pelos próprios erros, são obscenos, e têm facilidades para serem sensíveis ou aborrecerem-se, zangarem-se, sentirem ressentimentos e rancores e serem vingativos. Durante a adolescência estes atributos podem conduzir a um aumento de conflitos na escola e no lar à medida em que se torna notória a individuação no processo de desenvolvimento.
Outro ponto de grande importância é que os distúrbios depressivos nos adolescentes amiúde não são identificados por pais e professores e podem apresentar-se como fracasso escolar inespecífico e/ou isolamento social.


Alfredo Castro Neto
Psiquiatra infantil



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A LAGARTINHA COMILONA

ATIVIDADE DO LIVRO: A LAGARTINHA COMILONA

Era uma vez numa noite um ovo que estava em cima de uma folha.
No domingo à noite nasceu uma lagarta muito pequenina.
Na segunda-feira a lagarta comeu 1 maçã mas ainda não ficou satisfeita.
Na terça-feira a lagarta co...
meu 2 pêras mas ainda não ficou satisfeita.
Na quarta-feira a lagarta comeu 3 ameixas mas ainda não ficou satisfeita.
Na quinta-feira a lagarta comeu 4 morangos mas ainda não ficou satisfeita.
Na sexta-feira a lagarta comeu 5 laranjas mas ainda não ficou satisfeita.
No sábado a lagarta comeu doces e ficou com dores de barriga.
Mas no domingo a lagartinha comeu uma folha e ficou muito melhor.
A lagartinha ficou muito gorda e fez uma casa que é um casulo e ela fez um buraco para conseguir sair e conseguiu sair do casulo, em forma de borboleta.

http://www.slideshare.net/anabelasantosmendonca/a-lagartinha-comilona
Ver mais


Proposta de atividades sobre a Construção do Número usando como suporte o livro: A LAGARTINHA MUITO COMILONA.
Este livro constitui uma base fantástica para a exploração de atividades n
o Domínio Matemática. Aliás, com um pouco de atenção verifica-se muitos livros constituem suportes fantásticos para explorar atividades matemáticas no jardim de infância.
1-Referências textuais que ajudam na construção do número: Um pequeno ovo; uma lagartinha esfomeada; uma maçã; duas peras; três ameixas; quatro morangos; cinco laranjas; uma fatia de bolo de chocolate, um sorvete, um chupa-chupa, um pedaço de bolo de frutas, uma salsichinha, um pastel, uma fatia de melancia; uma folha verde, um casulo, duas semanas; um buraco; uma maravilhosa borboleta. O texto faz referências aos 7 dias da semana.
Nas ilustrações: Os desenhos são muito simples e quando texto faz referência a uma quantidade esta aparece ilustrada pelo objeto, exemplo: 3 ameixas são representadas pela ilustração de 3 ameixas.
2- Questões que podem levar a construção do número a partir do livro:
Quantas frutas comeu a lagartinha na segunda? E no quarta comeu mais ou menos? Quantas frutas comeu a lagarta no total? Qual foi o maior alimento que a lagartinha comeu? E o menor?
Agrupa os alimentos que a lagartinha comeu que tem a mesma cor.
Nenhum alimento que a lagarta comeu no sábado é verde?
Quantos dias têm uma semana? E duas semanas? Quanto tempo teve a lagarta no casulo?
3- Algumas utilizações do livro que podem conduzir à construção do número:
Comparação: Em que dia comeu mais frutos a lagartinha? Na terça comeu mais ou menos que na quinta?
Ordenação/seriação: colocar por ordem as fases da vida da lagartinha (primeiro ovo; segundo, lagarta, a terceiro, casulo, quarto, borboleta); sequência dos dias da semana.
Contagem dos diferentes alimentados representados
Inclusão; utilizando as imagens do livro (folha 4).
Correspondência um a um. Classificação simples: Todos os alimentos que a lagarta comeu no sábado são vermelhos? Fazer conjuntos com os alimentos doces, salgados...
4- Conexões com outras áreas: Domínio da expressão plástica: a criança pode ilustrar livremente a história, representado as quantidades a que o texto faz referência, por exemplo.
Domínio da linguagem oral e abordagem à escrita: ouvir, contar a história
Área do conhecimento do mundo: esta história faz várias referências aos dias da semana e à passagem do tempo (dia/ noite; duas semanas); descreve também o processo físico da metamorfose, ilustrando as várias etapas de vida da lagarta (ovo, lagarta, casulo; borboleta). Evidencia também a importância da alimentação para o crescimento.
Esta história, devido ao uso expressivo das cores permite a sua exploração, bem como o conhecimento dos diferentes frutos.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mães...






> Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
> Desconstruir alguns mitos.
> Não, não precisa se preocupar.
> Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
> Vamos lá:
>
> MÃE É MÃE: mentira !!!
> Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
> Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
> Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
> Também é cozinheira e lavadeira.
> Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
> Mãe às vezes também é pai.
> Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
> Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero
> de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
> Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima,
> antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também
> namora, trabalha, adora dançar.
> Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã
> de aeróbica, mergulhadora.
> Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
> Mãe já foi mãe, agora é mãe também.
>
> MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
> Sabe por quê?
> Claro que sabe!
> Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
> De certa forma, tem duas mães.
> Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
> Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
> E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
> Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma
> deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco
> mães.
> Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto
> maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser
> uma forma de exercer a maternidade.
> O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.
>
> SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
> Que paraíso, cara-pálida?
> Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não
> entram.
> Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e
> aborrecida outras tantas, vamos combinar.
> Quanto a padecer, é bobagem.
> Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra
> amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
> Por exemplo?
> Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da
> festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
> você não tem a mínima idéia de onde fica.
> Aí a barra é pesada, pode crer...
>
> MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
> Maternidade não é serviço militar obrigatório!
> Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
> Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não
> tê-los, como sabê-los?
> Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
> Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
> Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação,
> vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida
> mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
> Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de
> Fernando Pessoa.
> É difícil, mas acontece.
> MAMÃE, EU QUERO: verdade!
> Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.
> 5 anos: "Mamãe, te amo."
> 11 anos: "Mãe, não enche."
> 16 anos: "Minha mãe é tão irritante."
> 18 anos: "Eu quero sair de casa."
> 25 anos: "Mãe, vc tinha razão."
> 30 anos: "Eu quero voltar pra casa da minha mãe."
> 50 anos: "Eu não quero perder a minha mãe."
> 70 anos: "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."...

Martha Medeiros