segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Volta às aulas!!!

           Um dos momentos mais esperados na vida de uma criança, onde ela sente um misto de curiosidade, entusiasmo e medo...é o inicio do ano letivo!
           Para os veteranos a expectativa é pelas mudanças , novidades...reencontros. Para os que chegam à escola pela primeira vez predomina o temor do desconhecido...não apenas para a criança, mas à todos os envolvidos emocional e familiarmente (nos dias atuais precisamos abranger pais, avós, babás...) Em ambos os casos o mais importante é a fase de readaptação/adaptação.
            Priorizar a afetividade e a socialização no momento de receber os alunos é papel da escola. Cada criança que chega tem seu jeito de ser, sua individualidade...que aliada aos demais colegas que também estão chegando, forma-se um grupo de diferentes. O professor deve estar atento aos desejos das crianças, cabendo-lhe proporcionar um ambiente de integração, onde a aprendizagem flua dinâmica e participativamente. Satisfazer a curiosidade das crianças, apresentar a rotina, regras e combinações , devem ser expostas aos poucos para não acontecer acúmulo de informações, muitas das quais a crianças não consegue registrar e assimilar.
            A aprendizagem quando acontece com prazer, jamais é esquecida. E cabe aos adultos que a cercam, proporcionar esses momentos inesquecíveis.
Aos pais a tarefa de valorizar a escola e incentivar a criança , preparando-a para o reingresso/ingresso, preocupando-se com os detalhes ( materiais, uniforme...) fazendo com que a criança participe dos preparativos. Deixar claro para a criança qual é o papel da escola , do(a) professor(a), dos colegas..para que a confiança e a credibilidade nessa nova etapa da vida estudantil seja realmente aproveitada de maneira intensa e eficaz.
        Os pais devem estar bem informados sobre a metodologia e rotinas da escola, para que não ocorram dúvidas e desencontros . Caso isso ocorra, nunca devem ser questionados na frente das crianças. Deve haver integração entre família/aluno/escola para que haja respaldo e confiança de que todos desejam o melhor para a criança.

Integrar seu filho a escola e permitir que seja educado para a vida é o maior desafio de todos os pais.

domingo, 12 de janeiro de 2014

                                                 

                                                        A televisão e o déficit de atenção

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Adolescência e Mentira

Adolescência e Mentira: histórias de pescador ou falta de caráter?

(Claudia Pedrozo)
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Esta semana estava aguardando (infinitamente!) para ser atendida numa consulta e  matava o tempo folheando uma revista feminina quando deparei-me com uma mãe que pedia socorro a um especialista, relatando que tem uma filha pré-adolescente que mente demais, segundo a mãe, a garota é compulsiva, mente por qualquer coisa. A mãe relatava já ter passado por vários estágios da raiva à piedade, mas a situação só se agravava. Foi dura, bateu, gelou, castigou, privou de tudo que é prazeroso, fez chantagem emocional, elogiou, premiou e… nada, a menina continua mentindo, e mesmo quando é “desmascarada”, age como se tivesse sendo vítima da maior injustiça do mundo, dizendo que faz o que faz para ajudar os outros, para não magoar ninguém e que sofre com as atitudes injustas dos pais ou age como se nada tivesse acontecido, embora fique num monólogo apontando justificativas e injustiças. Num determinado momento da queixa a mãe diz que a compara com o irmão  mais novo que não mente. Os pais estão com medo dela se tornar uma criança de má índole, estão arrasados, não encontram uma solução,não sabem o que fazer. A mãe reforça que a filha é maravilhosa e o que a estraga é a mania de mentir. Sente que a filha precisa de ajuda, conta que a garota é muito fechada e que por mais que tente, esta não se abre com ela. Termina afirmando que cuidar de filhos não é fácil!
Coincidentemente (Jung não acredita em coincidências, mas sim em sincronicidade, tipo Lei da Atração!) no mesmo dia uma colega me falou sobre o mesmo problema com o filho e sugeriu que eu escrevesse algo sobre o assunto. Bem, vou tentar!
Muitas são as questões que a mãe da revista traz. Podíamos fazer a psicanálise selvagem analisando uma série de coisas, mas vamos nos ater à questão da mentira na adolescência.
Aprendemos desde pequenos que mentir é errado.  Informação dada não significa valor introjetado.  Deste modo ouvir que mentir é errado e não mentir de modo algum ao longo da vida são ações distintas. Não é porque ouvimos que fazemos.
Para muitos pais perceber que o filho mente compulsivamente pode despertar um sentimento de ter fracassado na educação de valores que a família tentou passar para ele. Nem sempre isso é uma verdade. Nem tampouco é sempre mentira! Há casos e casos e cada um é um!
Nos educamos pelos exemplos, nossos valores são construídos com base nos valores e atitudes de nossa família e nos da sociedade em que vivemos.
A mentira está presente em nossas vidas. Muitas vezes a achamos “necessária”, logo perdoada, muitas vezes a condenamos, logo reprimimos.
Na sociedade moderna a mentira é tão frequente que já se banalizou. Encontramos mentirinhas e mentimos muitas vezes ao dia, em diferentes situações sociais. Fazemos um elogio mentiroso, damos desculpas esfarrapadas ou mentimos descaradamente por mil razões: medo das consequências negativas, insegurança, pressão social, ganhos ou patologicamente.
Quando crianças, mentimos para não sermos punidos.  Na infância, até os cinco, seis anos a criança não consegue distinguir claramente a realidade da fantasia, a partir dos sete anos aproximadamente, ela já sabe o que é mentira e a usa em “beneficio próprio”.
Na adolescência mentimos para sermos aceitos e amados, para atender ao desejo de fazer o que queremos e a realidade de atender ao que esperam de nós. Mentir é estratégia comum entre os adolescentes para conseguir fazer coisas que sabem que não serão aprovadas pelos pais.
Crianças/adolescentes com superego rígido (censura) podem se tornar mentirosos compulsivos ao descobrirem que a mentira sacia a curiosidade dos pais ou os ajuda a serem aceitos e valorizados pelas pessoas, em especial por outras crianças/adolescentes
Na vida adulta mentir é uma forma de se preservar, de não ter que assumir responsabilidades por algo que não deu certo. Está presente em muitos mecanismos de defesa que usamos cotidianamente: na atuação (quando nos passamos por algo que não somos, mas que os outros (ou nós mesmos) gostariam que fossemos, na idealização (quando nos mostramos de forma idealizada, que não corresponde com a realidade), na intelectualização (quando usamos a inteligência para criar argumentos que justifiquem condutas que sabemos não serem condizentes com nossos valores, mas que lá no fundinho desejamos), na racionalização (quando fazemos “caquinha” e usamos argumentos lógicos para explicar o que fizemos, nos isentando da responsabilidade da escolha), por exemplo.Ao mentir podemos ser “anjo” – mentir para agradar  – ou “demo” mentir para poder receber algo em troca.
A mentira está presente em pessoas normais ou pessoas com problemas sérios como Neuroses e Psicoses. Nos estados neuróticos, a mentira surge devido a incapacidade de  enfrentarmos  desejos recalcados e que se encontram no  inconsciente ou por problemas de baixa autoestima Nos estados limite, chamados Borderline,  a mentira revela a  falta de barreiras externas que regulem o comportamento do indivíduo. Esta situação decorre geralmente de uma educação feitas por pais muito repressivos ou demasiadamente permissivos. Na Psicose a mentira está presente nos delírios. O psicótico acredita piamente nos delírios por ele criados para fugir da realidade, do sofrimento que a realidade lhe impõe. O hábito de mentir compulsivamente pode ser também uma patologia conhecida por Mitomania. Neste caso a mentira é como um vício, o mentiroso é dependente emocional da mentira, ele é incapaz de se controlar, quando vê a mentira já foi contada e para mantê-la mente mais e mais. Esta patologia causa muito sofrimento e a terapia é uma saída para enfrentar o problema.
Dentro de padrões de comportamento não patológicos a mentira pode ser considerada uma falha de caráter, entendendo  caráter como “um conjunto de características e traços relativos à maneira de agire de reagir de um indivíduo ou de um grupo”.
Se seu filho mente descaradamente e esta mentira prejudica a ele ou a outras pessoas você deve ficar atento(a). Mentir para sair com o namorado ou fazer um passeio em um lugar perigoso é diferente de roubar dinheiro da sua carteira. Uma coisa é testar limites, outra é transgredir lesando o outro. Ao perceber esta situação os pais devem chamar o jovem à realidade, devem passar a acompanhá-lo bem de perto, se fazendo presentes de forma educadora e carinhosa, intervindo e orientando sempre. Mas cuidado com a manipulações e dissimulações, por isso confie, desconfiando! Mentir faz parte da adolescência, caracterizam uma necessidade de distanciamento e diferenciação na busca do encontro consigo mesmo.
Diante das mentirinhas recorrentes, avalie as relações interpessoais que há no seu âmbito familiar. Estabeleça o diálogo, mostrando ao adolescente que a mentira pode trazer consequências negativas, mas cuidado com o monólogo, pratica comum dos pais que dissertam sobre algo com seus filhos. Observe se o que você ensina está coerente com o que você pratica. Você tem pedido a cumplicidade de seu filho para “pequenas mentirinhas”? Tem valorizado as espertezas de seu filho no hábito de inventar “mentirinhas brandas”? Você é um(a) educador(a) observador(a) ou um(a) intrometido(a), que suspeita e invade a privacidade do adolescente, minando o clima de confiança entre vocês?
Ai, meu Deus… Como identificar uma mentira?
Somos programados para dizer a verdade. Quando mentimos nosso corpo nos delata! Especialistas afirmam que ao mentir emitimos sinais não verbais da mentira que podem ser captados por um interlocutor mais atento. Os sinais mais comuns em crianças, adolescentes e adultos pode estar no choro sem lágrimas ou que para de repente ao ser atendido, na colocação da mão na boca, no morder ou coçar a região labial, no desvio dos olhos, na dilatação das pupilas, nas pausas longas e frequentes no discurso, marcado por repetir a pergunta antes de responder, no sorriso curto, nervoso e inexpressivo, que some com rapidez, na falta de gesticulação ou nos gestos dissociados das palavras.
Há ainda uma outra faculdade que não deve ser esquecida nunca pelos pais: a intuição.
Ouça a sua sempre. E investigue e dialogue sempre.
Voltando à mãe da revista, ela está certa. Educar é trabalhoso! Requer orientação, limites e verdade. Acima de tudo seja coerente. Como dizem por aí, “palavras movem, exemplos arrastam”!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Transtorno ou Distúrbio de Aprendizagem?

O TRANSTORNO decorre de uma disfunção na região frontal do cérebro, que provoca perturbação na pessoa devido à falha na entrada do estímulo(SINAPSES) e da Integração de informações, comprometendo a atenção seletiva e gerando Impulsividade e dificuldade vísuo-motora. As respostas em tarefas que exigem habilidade de leitura e memória de trabalho são inibitórias. Com isso, esse quadro transtorna a vida da pessoa, em razão do evidente comprometimento comportamental.r
Por serem de origem interna, distúrbios e transtornos independem do desejo que o portador possa ter
de desempenhar atividades da forma que a família, a escola ou a sociedade esperam dele. Ele precisa, portanto, de ajuda especializada, para atingir os objetivos de desempenho social e acadêmico satisfatório...e  CONTRARIANDO ALGUMAS OPINIÕES, NEM TODAS AS PESSOAS ESTÃO FADADAS AO FRACASSO TUDO DEPENDE TAMBÉM DE ESTÍMULOS E AJUDA TERAPÊUTICA.




 DISTÚRBIO pode ser traduzida como "anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural". Assim, o distúrbio é uma disfunção no processo natural da aquisição de aprendizagem, ou seja, na seleção do estímulo, no processamento e no armazenamento da informação e, conseqüentemente, o problema aparece na emissão da resposta. É um problema em nível individual e orgânico, que resulta em déficits nas medidas das habilidades de linguagem: fala, leitura e escrita. É uma disfunção na região parietal (lateral) do cérebro, com falha na atenção sustentada, no processamento do estímulo e na resposta que é dada a ele, causando lentidão no processamento cognitivo e na leitura, sem comprometimento comportamental aparente.





Fonte:  Roneide

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tabuada da multiplicação: memorizar e aprender


Tabuada da multiplicação: memorizar e aprender



Muitos professores ainda se questionam sobre a importância ou não, da memorização da tabuada.

Normalmente o que se decora acaba por ser esquecido, portanto, há um entendimento generalizado em dar prioridade à compreensão da tabuada em detrimento da sua memorização. A ideia que fica é que o aluno, em qualquer altura, consegue construir a tabuada não havendo portanto, a necessidade de a decorar.

No entanto, em níveis de escolaridade mais avançada os professores queixam-se dos alunos não saberem a tabuada. Esta situação impossibilita o desenvolvimento de outras técnicas de cálculo e exploração de novos conceitos matemáticos .

A questão da memorização, a meu ver, é uma atividade de especial importância na formação escolar e, cabe à escola desenvolver no aluno, de acordo com a sua forma de pensar, a capacidade em descobrir as melhores técnicas que facilitem a sua memorização.
Constata-se que a grande dificuldade na memorização da tabuada, na maior parte dos alunos, é a partir da tabuada do seis.

Partindo-se do princípio que o aluno não tem dificuldade em saber a tabuada até ao cinco, toda a outra tabuada se torna muito fácil. Assim, qualquer aluno poderá confirmar, de forma autónoma, o produto de dois números maiores que cinco e de um só dígito.

Tomemos como exemplo o produto de 7 por 8 (7x8). Basta representar o sete numa mão e o oito na outra mão. Dado que as mãos têm apenas cinco dedos, então recorremos aos dedos dos pés para ajudar nessa representação. Assim, tendo cinco dedos nos pés mais 2 dedos levantados na mão, será uma forma de representar o sete. Seguindo a mesma técnica não há dificuldade em representar o oito - três dedos levantados na mão.


Agora, é só adicionar os dedos “levantados”, 2+3=5, e juntar à direita deste, o produto obtido pelos dedos “deitados”, 3x2=6. Obtém-se assim 56 o que corresponde ao produto pretendido: 7x8=56.
Creio que olhar mais vezes para as mãos, este algoritmo que parece ser complicado no início, poderá entrar na rotina e, para além de ajudar a memorizar a tabuada, é um exercício que também desenvolve a abstracção do aluno e consolida outros conhecimentos a favor de outras novas técnicas de cálculo mental.
Importante: Repare que a soma dos dedos “levantados” corresponde ao número de dezenas, e o produto dos dedos “deitados” corresponde ao número de unidades. Estes dois valores adicionados dão sempre o resultado pretendido. Faço este reparo para que saiba aplicar o algoritmo quando pretende determinar 6x6 ou 6x7.

mãos:
dedos "levantados" : 1+1= 2
dedos "deitados" : 4x4= 1 6 

ou seja: Dezenas(2 e 1) +unidades(6) = produto ( 6x6=36)

Fonte: Prof. J.Filipe (Portugal)
TABUADA DO 9:

Há um modo interessante para se obter a tabuada do nove usando os dedos das mãos. Coloque as mãos abertas sobre a mesa.
Figura 97
Vamos obter, por exemplo, 3 x 9. Dobre o 3° dedo, a contar da esquerda para a direita.
Figura 98
Veja que, á esquerda do dedo dobrado, ficaram dois dedos e, á sua direita, 7 dedos.
Figura 99

Eis o resultado: 3 x 9 = 27!
Veja como se obtém 6 x 9:
Figura 100


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Teste de Personalidade




Olhe para a árvore e escolha imediatamente a que mais é atraente para você .
Não pense sobre isso por muito tempo, é só escolher e descobrir o que sua escolha diz sobre sua personalidade. Não esqueça de comentar.
OS RESULTADOS !

1 . Você é uma ( não confundir com moralização ) pessoa generosa e moral. Você sempre trabalhar em auto aperfeiçoamento. Você é muito ambicioso e tem padrões muito elevados . As pessoas podem pensar que a comunicação com você é difícil, mas para você , não é fácil de ser quem você é . Você trabalha muito duro, mas você não é egoísta. Você trabalha porque quer melhorar o mundo. Você tem uma grande capacidade de amar as pessoas até eles te machucarem. Mas, mesmo assim você continuar amando . Poucas pessoas apreciam tudo no mundo como você.

2 . Você é uma pessoa honesta e divertida. Você é muito responsável e gosta cuidar dos outros, por que se preocupa com eles e aceita muitas responsabilidades relacionadas ao trabalho. Você tem uma personalidade muito boa e as pessoas confiam em você facilmente. Você é brilhante , inteligente e de pensamento rápido. Você sempre tem uma história interessante para contar.

3.Você é uma pessoa inteligente e atenciosa. Você é um grande pensador . Seus pensamentos e suas idéias são muito importante para você. Você gosta de pensar sobre suas teorias e pontos de vista só. Você é um introvertido . Você se dá bem com quem gosta de pensar e aprender. Você gasta muito tempo , pensando sobre a moralidade . Você está tentando fazer o que é certo, mesmo que a maioria da sociedade não concorda com você.

4 . Você é uma pessoa perspicaz e filosófica. Você é intuitivo e um pouco peculiar . É muitas vezes incompreendido , e isso te machuca . Você precisa de espaço pessoal. Sua criatividade precisa ser desenvolvida , você busca o respeito dos outros. Você é uma pessoa que vê claramente os lados claro e escuro da vida. Você é muito emocional.

5. Você é auto -confiante e responsável . Você é muito independente. Seu princípio orientador na vida é ' eu vou fazer do meu jeito " . Você é muito auto confiante e sabe como ficar forte para si e para as pessoas que você ama . Você sabe exatamente o que quer e não tem medo de perseguir seus sonhos . A única coisa que demanda de pessoas é a honestidade. Você é forte o suficiente para aceitar a verdade.

6. Você é gentil e sensível. As pessoas se relacionam muito bem com você. Você tem muitos amigos e adora ajudá-los. Você tem essa aura quente e brilhante que faz as pessoas se sentir bem quando estão ao seu redor. Todos os dias, você pensa sobre o que você pode fazer para melhorar a si mesmo . Você quer ser interessante , perspicaz e único. Mais do que qualquer outra pessoa no mundo , você precisa amar. Você está pronto para amar sem esperar que te ame de volta .

7. Você é feliz e sereno . Você é uma pessoa muito sensível e compreensivo. Você é um grande ouvinte e não faz julgamnetos . Você acredita que todo mundo tem seu próprio caminho na vida. Você está aberto a novas pessoas e eventos. Você é altamente resistente ao estresse e raramente se preocupe. Normalmente , você é muito relaxada. Você sempre conseguem dirigir seu tempo e nunca perder o seu caminho .

8. Você é charmoso e energético. Você é uma pessoa divertida , sabe fazer as pessoas rirem. Você vive em um estado de harmonia com o universo. Você é espontâneo e entusiasta. Você nunca diz não para uma aventura. Muitas vezes , você surpreendentes e até mesmo choca as pessoas com sua espontaneidade . Mas isso é apenas como você é... Você sempre permanecer fiel a si mesmo . Você sempre busca aprender mais sobre alguma coisa que te interesse e você não descansa até que você adquira o conhecimento profundo e necessário de determinada área ou assunto.

9. Você é otimista .Você acredita que a vida é um presente e tentar aproveitar o máximo possível dela. Você é muito orgulhoso de suas realizações. Você gosta de conviver com as pessoas que se preocupam com o todo . Você tem uma abordagem muito saudável para a vida. Você é transparente com o vidro. Você pode usar qualquer oportunidade para perdoar, aprender e crescer, porque você acredita que a vida é muito curta para fazer o contrário.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os sapatos dos outros - EMPATIA




Que com a reflexão desta linda mensagem, seu dia seja excelente.

Bom dia a todo(a)s...

Os sapatos dos outros – sobre a empatia

Os países de língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar a empatia: colocar seus pés nos sapatos dos outros.

Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.

Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro.

Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.

Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para a redução de conflitos e problemas nas relações.

Só vestindo o calçado do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar.

Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar.

Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.

Quem tem o comportamento empático compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade.

Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.

A empatia ou a falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia.

Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.

Os filhos devem usar de empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos.

A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.

Puxa... Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajudá-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas.

Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia.

Ainda outro:

Que trabalheira você tem em casa, meu amor... Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos sair só nós dois para jantar?

A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares.

Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.

* * *

Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje.

Empatia... Sempre.



A carta magna da paz, pelo Espírito
Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 24.9.2013.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A regeneração da figura do pai e a violência na sociedade

Leonardo Boff


É notória a crise da figura do pai na sociedade contemporânea. Por função parental, ele é o principal criador do limite para os filhos e filhas. Seu eclipse provocou um crescimento de violência entre os jovens nas escolas e na sociedade, que é exatamente a não consideração dos limites.
O enfraquecimento da figura do pai, desestabilizou a família. Os divórcios aumentaram de tal forma que surgiu uma verdadeira sociedade de famílias de divorciados. Não ocorreu apenas o eclipse do pai mas também a morte social do pai.
          A ausência do pai é, por todos os títulos,  inaceitável. Ela desestrutura os filhos/filhas, tira o rumo da vida, debilita a vontade de assumir um projeto e ganhar autonomamente a própria vida.
Faz-se urgente um re-engendramento, sobre outras bases,  da figura do pai. Para isso antes de mais nada é de fundamental importância, fazer a distinção entre  os modelos de pai e o princípio antropológico do pai. Esta  distinção, descurada em tantos debates, até científicos, nos ajuda a evitar mal-entendidos e a resgatar o valor inalienável e permanente da figura do pai. 
A tradição psicanalítica deixou claro que o pai  é responsável pela primeira e necessária ruptura da intimidade mãe-filho/filha e a introdução do filho/filha num outro continente, o transpessoal, dos irmãos/irmãs, dos avós, dos parentes e de outros da sociedade.
Na ordem  transpessoal e social, vige a ordem, a disciplina, o direito, o dever, a autoridade e os limites que devem valer entre um grupo e outro. Aqui as pessoas trabalham, se conflituam e realizam projetos de vida Em razão disso, os filhos/filhas devem mostrar segurança, ter coragem e disposição de fazer sacrifícios, seja para superar dificuldades, seja para alcançar algum objetivo.
            Ora, o pai é o arquétipo e a personificação simbólica destas atitudes. É a ponte para o mundo transpessoal e social. A criança ou o jovem ao entrar nesse novo mundo, devem poder orientar-se por alguém. Se lhes faltar essa referência, se sentem inseguros, perdidos e sem capacidade de iniciativa.
É neste momento que se instaura um processo de fundamental importância para a jovem psiqué  com consequências para toda vida: o reconhecimento da autoridade e a aceitação do limite que se adquire através da figura do pai.
A criança vem da experiência da mãe, do aconchego, da satisfação dos seus desejos, do calor da intimidade onde tudo é seguro, numa espécie de paraíso original. Agora, tem que aprender algo de novo: que este novo mundo não prolonga simplesmente a mãe; nele, há conflitos e limites. É o pai que introduz a criança no reconhecimento desta dimensão. Com sua vida e exemplo, o pai surge como portador de autoridade, capaz de impor limites e de estabelecer deveres.
É singularidade do pai ensinar ao filho/filha o significado destes limites e o valor da autoridade, sem os quais eles não ingressam na sociedade sem  traumas. Nesta fase, o filho/filha se destacam da mãe, até não querendo mais lhe obedecer e se aproximam do pai: pede para ser amado por ele  e esperam dele orientações para a vida. É tarefa do pai explicar ajudar a superar a tensão com a mãe  e recuperar a harmonia com ela.
Operar esta verdadeira pedagogia é  desconfortável. Mas se o pai concreto não a assumir está prejudicando pesadamente seu filho/filha, talvez de forma permanente.
        O que ocorre quando o pai está ausente na família ou há uma família apenas materna? Os filhos parecem mutilados, pois se mostram inseguros e se sentem incapazes de definir um projeto de vida. Têm enorme dificuldade de aceitar o princípio de autoridade e a existência de limites.
Uma coisa é este princípio antropológico do pai, uma estrutura permanente, fundamental no processo de individuação de cada pessoa. Esta função personalizadora não está condenada a desaparecer. Ela continua e continuará a ser internalizada pelos filhos e filhas, pela vida afora, como uma matriz na formação sadia da personalidade. Eles a reclamam.
Outra coisa são os modelos histórico-sociais que dão corpo ao princípio antropológico do pai. Eles são sempre cambiantes, diversos nos tempos históricos e nas diferentes culturas. Eles passam. 
Uma coisa, por exemplo,  é a forma do pai patriarcal do mundo rural com fortes traços machistas. Outra coisa ainda é o pai da cultura urbana e burguesa que se comporta mais como amigo que como pai e aí se dispensa de impor limites.
Todo este processo não é linear. É tenso e objetivamente difícil mas imprescindível. O pai e a mãe devem se coordenar, cada um na sua missão singular, para agirem corretamente. Devem saber que pode haver avanços e retrocessos; estes pertencem à condição humana concreta e são normais.
Importa também reconhecer que, por todas as partes, surgem figuras concretas de pais que com sucesso enfrentam as crises, vivem com dignidade, trabalham, cumprem seus deveres, mostram responsabilidade e determinação e desta forma cumprem a função arquetípica e simbólica para com os filhos/filhas. É uma função indispensável para que eles amadureçam e ingressem na vida sem traumas  até que se façam eles mesmos pais e mães de si mesmos. É a maturidade.

FONTE: leonardoboff.com