quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

AUTOESTIMA DAS CRIANÇAS




       O modo como uma criança se percepciona resulta, em larga escala, do que as restantes pessoas lhe transmitem. A capacidade da criança realizar um julgamento eficaz de si e das suas capacidades é reduzida, e depende das pessoas que lhe são significativas, e que funcionam como "espelho", nos olhos de quem a criança se percepciona. Deste modo, os pais são, geralmente, os principais "espelhos" da criança, e vão ter um papel fundamental na forma como se percepciona, e confia nas suas capacidade.
       Ao termo consciência da importância que possuímos no desenvolvimento da auto-estima da criança, importa refletir sobre o que lhes estamos a transmitir. Tal porque se, predominantemente, a criança receber reflexos positivos com maior frequência, a sua auto-estima tenderá a ser alta. No sentido inverso, se recebe com maior frequência feed-back negativo, tenderá a possuir uma imagem negativa de si própria.
       Cabe então aos adultos a tarefa de valorizar o que de bom a criança realiza, as suas qualidade e, mesmo nas atividades em que possuí mais dificuldades, transmitir-lhes a esperança de serem bem sucedidas.
       Quando existe uma boa identificação parental, as crianças crescem tendo os pais como modelos a seguir. Porém, pode ser difícil para uma criança acreditar que poderá ser um dia como aquele ser perfeito que o pai e/ou a mãe aparenta ser. É muito salutar que os adultos também admitiam quando cometem erros, e que o façam junto das crianças. Elas também necessitam saber que os adultos não são perfeitos, tal como ela (criança) não o é. Deste modo, os adultos podem ajudar a criança a aprender que errar é natural, todos o fazem, não apenas ela, e que existe sempre a possibilidade de, na próxima vez, procurarem melhorar.
       O elogio serve como uma poderosa ferramenta, ao serviço dos pais, no que se refere à auto-estima da criança. O Elogio, atribuído quando a criança tenta realizar algo (elogiar as tentativas, não apenas os sucessos), faz com que ela se sinta importante, valorizada, e capaz de realizar novas conquistas. Além de permitir que a criança acredite que é capaz de realizar algo que o adulto valoriza e respeita, este sentimento de confiança em ser bem sucedida acompanha-a para o resto da vida.
     Deste modo, mesmo quando o sucesso não for alcançado, o elogio pela tentativa, associado à esperança que o adulto lhe transmite que da próxima vez poderá ser bem sucedida, permite à criança acreditar em si e nas suas capacidades, ajudando-a a lidar com as frustrações de forma mais eficaz. É importante que as tarefas a que a criança se propõe sejam adequadas à sua faixa etária, para assim ter verdadeiras hipóteses de ser bem sucedida. Assim, deve-se procurar estabelecer metas realistas e adequadas à sua idade, dando à criança oportunidades de desenvolver-se, sem incorrer no erro de proteção em excesso, nem de pressioná-la além das suas limitações naturais.
      Os adultos podem (e devem) igualmente promover a interação social em diferentes contextos, e fomentar o questionar e o exame de qualquer problema que seja levantado pela criança. Existe valor em trabalhar com os interesses intelectuais espontâneos da criança e, para o desenvolvimento moral dela, é igualmente valioso lidar com as questões morais que surgem no dia-a-dia. As crianças fazem as perguntas com mais significado que possamos imaginar, resta-nos estar atentos e, com ela, as procurarmos aprofundar. Não com a postura de sabedores da verdade universal, mas ouvindo os pontos de vista das crianças, expondo os nossos, explorando e descobrindo em conjunto.
      Ao contrário do que frequentemente acreditamos, é possível envolver a criança na discussão e partilha de questões morais. E é neste ouvir e partilhar de argumentos com outras crianças e adultos que ela experiência desequilíbrios cognitivo, que a levam a colocar em causa os seus conceitos e a conduzir a uma nova reorganização dos mesmos. Este conflito (cognitivo) é fundamental para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental.
     Torna-se necessário realizar um "aviso" sobre os típicos rótulos e etiquetas que costumamos atribuir à criança: são de evitar. Como anteriormente referido, as crianças procuram nos adultos significativos espelhos que lhes ajudem a moldar a sua imagem. Essa imagem convém que seja positiva e, quando não o for, convém que transmita sempre a possibilidade de mudança para melhor.         Os rótulos não transmitem a ideia de mudança e, ao invés disso, contribuem para que a criança se perceba e, por consequência, se comporte de acordo com os rótulos que os adultos lhes transmitem. Se desde uma fase precoce da sua vida a criança começa-se a identificar com apelidos como o de burra, preguiçosa, entre outros, vai crescer a acreditar que o é.
      A lembrar:
        É importante permitir às crianças a livre expressão dos seus sentimentos, mesmo os negativos. Por vezes, desvalorizamos sentimentos muito fortes das crianças, com expressões como "não se chora", ou "isso não é nada". Se a criança sente, é porque tem razões para isso, e é importante validar esses sentimentos e permitir-lhe que os partilhe conosco.
        Nem sempre é possível, mas, quando for apropriado, permita que as crianças tomem as suas próprias decisões. Pode-se, por exemplo, pedir que opinem sobre questões como onde ir passear, que atividade realizar, entre outras. Tal faz com que se senta importante, valorizada e respeitada.
        Tal como os adultos, as crianças também apreciam (e merecem) que respeitem os seus espaços e limites. Expressões como "com licença" e "obrigado" podem ajudar a que a criança se sinta confiante e respeitada.
         Ouvir as crianças. Mesmo nos momentos em que sentimos pressa, é importante parar para ouvir e valorizar o que a criança nos transmite. Quando tal não é possível, é preferível explicar que será melhor falar sobre esse assunto mais tarde. Mas, mal seja possível, aborde novamente a questão junto da criança.
        Elogie-as com frequência, mas quando e onde o merecerem. Os elogios são uma ótima ferramenta para a construção da auto-estima, mas só quando atribuídos pelo mérito, e de forma coerente. Mais do que o resultado, reforce o esforço da criança para ser bem sucedida.
         É frequente em nós, adultos, esquecermo-nos de que já fomos crianças, e de que a sua forma de entender e perceber o mundo é muito diferente da do adulto. Procure enfatizar com a criança, e perceber como ela se sente em determinado momento. Deste modo, será para nós mais fácil entender o seu ponto de vista e, assim, lidar com ela.
        Partilhe com os seus filhos os seus gostos, o que valoriza e o que ama.
        Enquanto modelo para as crianças, transmita e seja entusiasta, positivo e alegre.
        Ao reencontrar o seu filho após um dia de trabalho, experimente perguntar pelas coisas boas do seu dia, o que mais gostou o que valorizou. De seguida, expresse-lhe igualmente o que mais gostou do seu dia.
        É sempre positivo interessar-se pelos pequenos êxitos das crianças, e "perder" alguns minutos a elogiar as primeiras tentativas no caminho certo.
       O nosso cansaço, muitas vezes resultado de um dia de trabalho, pode potenciar momentos em que "descarregamos" nas crianças de forma descontextualizada e injusta. É necessário avaliarmos o nosso estado e, quando necessário, recorrer ao parceiro para que lide com determinadas situações, resguardando o adulto mais cansado (e a criança).
       Esta é uma verdade que deve ser aplicada para todas as crianças mas que, torna-se mais relevante quando se trata de irmãos: o recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver qual o comportamento desejável não é uma boa estratégia pedagógica. Não é positivo para nenhuma das crianças, e há sempre alguma que fica prejudicada com a situação.
     Termina-se com uma proposta: uma vez por dia (no mínimo), elogiar algo bem feito de cada criança, com naturalidade e no momento em que a criança realiza o comportamento alvo do elogio.

RONEIDE VALERIANO

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Jogando com as operações matemáticas

Jogo do General ( usando as operações matemáticas)

Material: 6 dados e a cartela para cada jogador preencher.



Instruções; Cada criança joga 3 vezes, selecionando na primeira jogada qual número irá tentar conseguir nas duas jogadas restantes . Ex: Se escolheu o total DOIS, recolhe os dados que não contemplam o numeral escolhido e joga novamente somente com os dados restantes, tentando conseguir a maior quantidade de numerais DOIS. Caso consiga , nas 3 jogadas, o total de seis numerais iguais, conseguiu o GENERAL..isto é, a maior pontuação para cada número.
A criança faz o registro para cada operação matemática e quando completar a cartela , soma-se o total de pontos.
No caso de já ter preenchido o numeral DOIS, e nas jogadas posteriores for contemplado novamente com este numeral, não pode mudar e passa a vez.

sábado, 3 de janeiro de 2015

TRANSTORNO BIPOLAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA







Muitas são as dúvidas sobre o transtorno bipolar do humor. E quando o tema é o transtorno em crianças e adolescentes, a confusão é ainda maior. Como saber se o diagnóstico é correto quando os sintomas podem ser muitas vezes, tão inespecíficos? É sempre um problema, mas quando a desordem bipolar afeta uma criança, a situação se agrava, os problemas triplicam, cedendo lugar ao caos. Mesmo profissionais capacitados podem encontrar sérias dificuldades para fechar um diagnóstico de transtorno bipolar do humor juvenil e iniciar um tratamento correto. Tudo prejudica. Tudo conspira contra. O mundo fica cinza... 

Doutora, eu não sei mais o que fazer com o meu filho! Me ajuda! Ele não pára de gritar, bate a cabeça na parede, diz que quer morrer o dia todo! Porque isso, meu Deus? a senhora acredita em mim, não é? Pois ele fica um anjo de tempos em tempos mas de repente, tudo vira e parece que um monstro entre nele e ele parece um demônio! 

O que fazer? 

Não é fácil. Conhecido até o início da década de 90 pelo nome de psicose maníaco-depressiva, o transtorno bipolar nem sempre é fácil de ser identificado. Até receber o diagnóstico correto, um paciente pode ser levado a consultar-se com três médicos diferentes, num calvário que demora anos fora os meses necessários para chegar ao medicamento certo e às doses adequadas, depois de constatado o distúrbio. Reconhecer o transtorno bipolar na infância é ainda mais complexo. Na maioria dos adultos, as manifestações clínicas são clássicas o humor oscila de um extremo ao outro, da alegria incontrolável e raciocínio veloz à depressão e apatia. No caso das crianças, não é comum ocorrer essa gangorra emocional. A doença se apresenta por meio de uma conjunção de sintomas menos específicos, como impulsividade, irritabilidade, dispersão, agitação e acessos de raiva. 

Por causa dos sintomas pouco específicos, é recorrente que a criança bipolar seja diagnosticada com outros males, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a depressão. Para fazer o diagnóstico diferencial, é preciso ficar atento a sinais de humor cíclico e analisar o histórico familiar. Quase metade das pessoas que sofrem de transtorno bipolar tem outros casos na família. 

Até a década passada, os especialistas que defendiam que a doença podia aparecer em crianças eram vistos com reservas". Vinte anos atrás, publicavam-se cerca de dez estudos científicos por ano relacionados à bipolaridade infantil menos de um décimo do que se publica hoje. Há uma escassez de médicos capazes de reconhecer a desordem bipolar e como tratá-la. Crescer é muito difícil para crianças com desordem bipolar. A última coisa que precisamos é de diagnósticos errados e tratamento para o que não temos. 

A constatação de que crianças manifestam o transtorno é positiva, já que antecipa o tratamento, mas tem uma contrapartida: um grande número de diagnósticos apressados. Muitos médicos sem experiência clínica com bipolaridade acabam por prescrever remédios pesados a seus pacientes, sem examinar mais a fundo o quadro. Outro problema que ocorre é gerado pelo fato de que a sociedade desconhece os transtornos mentais. Transtornos mentais em criança, pior ainda! Muita gente ainda acha que criança não deprime e que fica ansiosa. Criança, pensando em morrer? Ah! Imaginem, é muito pesado para os pais sequer levantarem essa hipótese... o que contribui para um desconhecimento dos sintomas e um atraso muito grande na realização de um diagnóstico e tratamento. Vemos que normalmente a mãe percebe. Ah, a mãe desconfia. Ela pode até não saber explicar o que o filho dela tem, mas ela sabe que ele tem alguma coisa . O clima em casa e na escola fica sombrio e a angústia toma conta da família. Não tardam as brigas, os gritos, xingamentos e muitas vezes, a violência pode tomar conta daquela família. Separações são freqüentes. A sensação de impotência e incompetência toma conta de todos. Todos ficam como algemados, sem saber o que fazer. Uns, ficam esperando pelo dia de amanhã, pois quem sabe, Deus ajuda e o menino acorda mais calmo... 

O Transtorno Bipolar do Humor na Infância e Adolescência é uma condição que precisa ser muito divulgada e conhecida por todos nós. Os portadores precisam conhecer a fundo o mecanismo do problema. A família também, pois assim eles se unirão e se fortalecerão, no sentido de conseguir calma e tranqüilidade para prosseguirem no tratamento de modo correto. 


Evelyn Vinocur é psicoterapeuta cognitivo comportamental. Atua na área de saúde mental de adulto e é especializada em saúde mental da infância e adolescência. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Será que precisamos nos adaptar a este ponto???




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Hora de repensar o ano





Reprovação ou notas baixas durante o período escolar podem ser motivadoras para novas atitudes de pais e filhos. Por trás de uma nota baixa no final de ano ou de uma reprovação escolar, podem estar questões muito mal resolvidas dentro de casa. 

Ter de repetir os estudos é uma frustração para pais e filhos, mas deve ser encarado como uma proposta de desafio e um momento para repensar atitudes da família. – É preciso ver até que ponto a reprovação pode ser considerada um insucesso. 

Inúmeros fatores devem ser analisados, como a falta de interesse da criança pela escola, alguma inadequação no ritmo de vida dela ou até mesmo a falta de interesse dos pais em saber como está a vida escolar do filho – explica a pedagoga Ana Cristina da Silva Rodrigues, doutora em Educação. Mesmo que os pais deleguem à escola a função de educar, são eles os responsáveis pelo incentivo ao filho e por acompanhar a agenda e as rotinas do pequeno, diz a especialista. Se alguma coisa não vai bem, seja no relacionamento do casal ou na forma com que demonstram preocupação com a criança, pode surgir um resultado indesejado no boletim. – A reprovação é uma segunda chance para todos e pode indicar que a criança não estava pronta para a próxima etapa. Se pensarmos assim, podemos encontrar consequências positivas, como a possibilidade de ela se integrar melhor na escola – diz Ana Cristina.

 Para não fazer da reprovação um castigo, estudantes e familiares devem entender o fato como um aprendizado, seja para reavaliar o ano ou para aprender a lidar com as frustrações. Nesses casos, castigos e pequenas punições só resolvem se forem seguidos de muita conversa e de combinações estabelecidas anteriormente. – Hoje temos a tendência de evitar um revés na vida dos filhos. Mas a vida não é tão boazinha, e os pais precisam saber viver com os fracassos e os sucessos – analisa a pedagoga Helena Sporleder Côrtes, professora da Faculdade de Educação da PUCRS. E como garantir a autoestima do estudante que acabou de ser reprovado na escola? Não existe receita, acreditam os especialistas, mas é prudente a aproximação dos pais com a escola e com os filhos. Além disso, reservar um tempo para um bom diálogo (para saber o que houve), estabelecer metas para o ano seguinte e elogiar as conquistas podem ajudar na hora de construir novas referências para 2015.

 Refletir para aprovar

 -A reprovação da criança é um momento para os pais refletirem sobre suas atitudes e a da escola. Pode ser resultado de desestímulo, problemas de disciplina, baixa autoestima ou pouca identificação com os colegas ou com a escola.

 - Avalie se houve descomprometimento com a rotina escolar da criança e se os pais acompanharam pouco o desenvolvimento do filho. 

- Encare o momento como uma possibilidade de o seu filho crescer emocionalmente e superar um obstáculo importante para a futura formação dele.

 - Converse com o professor para saber o que pode ter causado a reprovação. Em alguns casos, há problemas de aprendizagem relacionados a fatores psicológicos.

 - Diálogo é fundamental para que o próximo ano seja diferente. Proponha novos desafios para a criança e para a família, como horários de estudos em casa e de lazer.

 - Evite oferecer presentes em troca da aprovação escolar. A criança precisa compreender que os estudos não devem ser uma negociação, mas uma possibilidade de adquirir conhecimento. 


Jornal ZERO HORA

Jogo de raciocínio e estratégia - Faça você mesmo !

JOGO DE RACIOCÍNIO E ESTRATÉGIA

Este é um jogo que as crianças adoram. É um jogo de estratégia, de raciocínio lógico, de coordenação de movimentos e de coordenação motora fina, de trabalho de preensão. Mas também é bastante divertido.



O jogo consiste numa placa recortada onde são inseridas peças coloridas e misturadas. O objetivo é separar as cores colocando-as em cada canto. 

 

 

 

O jogo pronto ficou assim:


Para reiniciar o jogo basta virá-lo.

Este é feito em madeira, mas pode ser confeccionado com caixas de papelão baixas ou em cartolina sobre um papelão mas grosso (para ser mais resistente) e desenhado em vez de recortado. Para as peças podem ser usadas fichas, botões, pedrinhas ou tampinhas de garrafas pet coladas aos pares e pintadas com cores diferentes, ou tampinhas individuais se o jogo for desenhado.

Pode ser usado com crianças com ou sem deficiência intelectual.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

DIA DAS BRUXAS OU DO SACI?



O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas
A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Críticas

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Saberes e Mandarim



Recebi essa crônica de uma amiga e gostei muito. Não apenas por que fala em educação, cita Paulo Freire, Piaget... mas pela simplicidade e veracidade com que trata os diferentes saberes. Atualmente se fala tanto em educação inclusiva, mas será que já aprendemos a respeitar as diferenças e a colaborar para que as mesmas sejam amenizadas? Vale a reflexão!!!

Outro dia uma pessoa querendo mostrar o quanto ela era melhor do que eu me disse que aos dezesseis anos havia ido morar na Alemanha, que conhecia Paris, Grécia, Holanda, enfim boa parte da Europa e América do Norte. Essa pessoa também me mostrou o quanto sabia de Física, de Arte e muitos outros temas, ficou escandalizada por eu não saber onde nascia o Rio São Francisco. Ouvi por um bom tempo ela discorrer sobre o quanto sua vida havia sido rica e bem aproveitada.
Então resolvi fazer algumas perguntas a essa criatura: Você conhece Bagé, Uruguaiana, Cacequi, Rosário do Sul? Sabe onde nasce o Rio Vacacaí, Rio dos Sinos e o Rio Gravataí? Sabe quem escreveu Casa Grande e Senzala? Já leu a Pedagogia do Oprimido e sabe quem é o seu autor? Já ouviu falar de um movimento que ocorreu na educação chamado Escola Nova e sabe o que preconizava? Já ouviu falar de Jean Piaget e sabe o que são esquemas mentais segundo ele? Não, essa pessoa não sabia responder nenhuma dessas perguntas, e então eu disse: Pois é você sabe muitas coisas, mas não tudo, você conhece coisas que eu desconheço e eu sei de coisas que você desconhece, isso é que é bacana na convivência com o outro, a troca, pois um acaba enriquecendo o outro com os seus saberes. Confesso que meu argumento não adiantou muito pois essa pessoa continuou afirmando que o que ela sabia era muito mais importante, que os meus saberes não valiam nada. Desisti do diálogo, pois entendi que não era o momento e que infelizmente tem coisas que não é nessa passagem pela Terra que se aprende que são necessárias algumas existências ainda para começar a aprender.

Então lembrei de uma historinha que li uma vez sobre um menino que ao ser alfabetizado ficou encantado em descobrir as palavras, ler para ele estava sendo fantástico e então ao chegar em casa foi correndo para a cozinha contar para a cozinheira que trabalhava em sua casa o quanto ele era inteligente e mostrou um livro a ela, pedindo que lesse um texto, ela afirmou que não sabia ler. O menino então a humilhou-a, chamando-a de burra, como era possível que na sua idade não soubesse ler? Nesse instante adentrava na cozinha o pai do menino que o convidou para ir até a biblioteca, chegando lá pegou um livro e pediu que o menino lesse. O garoto ficou olhando para os rabiscos e disse que não entendia nada daquilo, então o pai argumentou: esse livro está escrito em Mandarim, você não deveria ter humilhado a cozinheira pois você não sabe tudo, ela tem saberes que você não tem. Ao longo de sua vida lembre-se que você não sabe ler Mandarim. 
O menino cresceu, estudou, aprendeu muitas coisas, e sempre que se sentia inflado pelos seus saberes, começando a se achar muito bom, lembrava do seu velho pai alertando-o que ele não sabia ler Mandarim.

Acredito que essa é uma lição que precisamos aprender: valorizar o conhecimento do outro, por mais simples que ele possa parecer e usar o conhecimento que detemos para promover o bem, a paz, a concórdia e sempre que estivermos começando a nos achar muito bons que lembremos que ainda não sabemos ler Mandarim.
Jane Macedo – Porto Alegre/RS

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Castigar ou não a criança?


Castigar ou não os filhos é uma pergunta que sempre passa pela cabeça dos pais na hora da educação. Porém, alguns pais não conseguem discernir o “educar para aprender” do “educar sob angústia”, quando a criança passa a ter pequenos traumas com os maus ensinamentos de seus criadores.
Educação começa desde que as crianças são pequenas. O objetivo é ensinar limites e não simplesmente castigar, como muitos fazem sem saber que está fazendo”, explica a pedagoga Patrícia Victo.
Os filhos precisam entender o motivo do castigo e não acharem que estão sendo punidos por autoritarismo ou irritação dos adultos. A criança pequena deve ser repreendida logo em seguida ao mau comportamento. Por exemplo, se a criança tentar colocar o dedo na tomada ou subir em lugar perigoso, os pais devem fazer cara feia para expor que aquela atitude não é certa, pois machuca.
Caso a atitude se repita, continue com a cara feia e seja um pouco mais firme ao falar. Agora se a criança fizer a coisa certa, recompense-a com um sorriso ou um carinho. Com isso, os pais vão determinando regras e estabelecendo atitudes claras sempre que algumas regras sejam quebradas pelo pequeno, de forma que ele cresça com essa consciência.
“Às vezes, acontece de a criança escrever na parede da sala e não ter pleno o conhecimento do erro que está cometendo. A questão é a forma de puni-la por isso. Ela pode ficar com raiva e sentir-se injustiçada, sendo que dificilmente absorverá algo que o adulto tentou ensinar. Os pais devem ensiná-la o porquê de não escrever na parede da sala e caso a atitude se repita, deixá-la sem os lápis por um tempo”, argumenta Patrícia Victo.
Fim dos tapinhas - As famosas “palmadinhas” não são bem-vindas na educação da criança. A agressão provoca raiva e medo. E é justamente o medo da agressão que fará a criança não repetir a atitude errada e não porque ela compreendeu as razões da punição.
Ensinar os filhos a terem medo de cometer certas atitudes é ensiná-los a usar o medo como arma, agredindo aqueles que o contrariem de alguma maneira. “É aquela criança agressiva que resolve tudo na força física, pois aprendeu em casa que é mais fácil bater do que conversar”, diz a pedagoga.
A criança que se sente amada e frustra os pais com atitudes erradas se decepciona consigo mesma. Por isso, um olhar de repreensão, além de palavras severas dos pais, surtem melhor efeito do que as palmadas.
Coerência na hora da punição é fundamental. Quanto maior o grau da infração, maior o castigo. Castigue quando o ato mereça e não porque está cansado ou com raiva. Diminua passeios ou tire algo da rotina da criança que goste, sempre explicando o motivo da punição.
Tenha sempre calma, não grite, as crianças acostumam com os gritos e isso não mais as assustarão. Fale sempre com objetivo e rigidez, olhando para a criança e fazendo com que entenda que você está chateada com a tal atitude e não propriamente com ela. Portanto, lá vai uma dica: nunca diga “Como você é feio” e sim “Que coisa feia você fez”.
Cuidado para não se “desmanchar” com choros e chantagens, depois da decisão tomada, não volte atrás, a criança poderá usar essa arma para se livrar dos castigos sempre. Educar não é uma tarefa simples. Requer trabalho e paciência por parte dos pais. Cabe a eles ensinarem as regras e os limites do convívio social, com calma e segurança.
 Bruno Rodrigues ( Guia do bebê)


Dicas de como disciplinar crianças pequenas:
http://pt.wikihow.com/Disciplinar-Crian%C3%A7as-Pequenas